José Maria Neves diz que vai ser um “árbitro imparcial” um “fiscalizador da ação governamental” e promete trabalhar com o Governo

18/10/2021 12:40 - Modificado em 18/10/2021 12:40


O novo presidente da República de Cabo Verde, José Maria Neves, que foi eleito no sufrágio deste domingo, e que sucederá Jorge Carlos Fonseca, como chefe de Estado, assegurou que vai ser um “árbitro imparcial” e um “fiscalizador da ação governamental” e promete trabalhar com o Governo. 

“Trata-se de uma grande vitória do povo de Cabo Verde. Quem ganha com uma jornada cívica desta envergadura são os cabo-verdianos e as cabo-verdianas no país e na diáspora, que deram um grande exemplo de civismo. A campanha foi feita com uma participação cívica muito grande” começou por dizer José Maria Neves nas suas primeiras declarações à imprensa. 

O mesmo agradeceu ao povo por esta “grande confiança”, enaltecendo que este apoio será fulcral para que se possa ultrapassar os “grandes desafios como a crise que foi agravada com a pandemia”.  

“Queremos um Djunta Mon (Junta mãos) de todos os órgãos da soberania, autoridades locais, empresas, sindicatos, universidades, partidos políticos, ONG ‘S e de todos os cidadãos para enfrentarmos os desafios que se colocam a todos nós” vincou.

José Maria Neves, realçou ainda que trata-se de uma “enorme responsabilidade” do presidente da República à  nação cabo-verdiana nestes tempos difíceis e que por isso, recebe essa vitória com uma “grande humildade que sempre me caracterizou”. 

“Assumo esta grande missão que é servir Cabo Verde. Quero ser um presidente que une, que protege e que cuida. As cabo-verdianas e os cabo-verdianos podem contar comigo. Com toda a humildade serenidade e enorme responsabilidade, trabalharei para unir os cabo-verdianos” reforçou o novo PR. 

Nisto, diz que vai ser um presidente de todos os cabo-verdianos. “Serei um árbitro imparcial. Um fiscalizador da ação governamental. Um apaziguador de conflitos. Um presidente que irá colaborar com o Governo, com  as autoridades locais e com a sociedade cabo-verdiana, para juntos fazermos face aos desafios. Um presidente que irá sugerir, aconselhar e apoiar os outros órgãos de soberania particularmente o Governo”.

“Quero ser um presidente que irá dialogar com todos, desde logo com os partidos políticos, os sindicatos, empresas universidades, fundações, todas as instituições relevantes de Cabo Verde. Somos uma nação diaspórica, um estado transnacional. Somos todos transmigrantes. Precisamos colocar todas essas competências e todas essas capacidades ao serviço da nação cabo-verdiana” salientou. 

Por fim, agradeceu a todos que trabalharam nesta candidatura, ao partido PAICV que o apoiou nestas eleições presidenciais.

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