Velejadora Tamara Klink parte esta semana, sozinha, a conquista do Atlântico, rumo ao Brasil

12/10/2021 20:46 - Modificado em 12/10/2021 20:46

A velejadora solitária brasileira, Tamara Klink, que saiu do porto de Lisboa, em meados de Setembro, e que atracou em Mindelo, São Vicente, Cabo Verde, no dia 30 setembro, segue viagem rumo ao Recife, Brasil, numa nova jornada que inicia esta quinta-feira, 15 Outubro, e que deve durar vinte dias.

A informação foi avançada aos jornalistas pela navegadora que, após um encontro com os alunos do 3º e 4º ano da escola ensino básico Jovino Santos, em Ribeirinha, onde esteve a partilhar com esses estudantes às suas histórias e a sua experiência enquanto velejadora solitária e a sua relação com o mar, iniciada ainda na infância.

“Para mim esta é uma experiência muito rica, poder conversar com as crianças, estudantes e jovens, sobre este assunto”, referiu a jovem de 24 anos que recorda, que apenas conseguiu este feito, porque teve pessoas que lhe mostraram o caminho. “Tive pessoas que me contaram histórias de navegação, histórias do mar e que isso existia (navegação a vela)”. E que para ela, embora seja muito jovem, já possui experiência suficiente para poder partilhar, com os mais jovens e ter a possibilidade de “plantar algumas sementes”.

Tamara Klink diz que a sua presença em São Vicente, que já vai em duas semanas, tem sido enriquecedora e que leva do Mindelo boas recordações. “Estou muito feliz de estar aqui, fui bem acolhida neste que é um local bem rico, com muita história e geografia e de muito contacto com o mar. E para quem mora aqui deve ser algo comum ver o mar todos os dias e, talvez esqueçamos a importância que ele tem e dos lugares que pode nos levar “, sustentou a jovem.

Sempre sorridente, contou que soube de Mindelo através do pai, o conhecido navegador brasileiro Amir Klink, responsável por mais de 25 viagens à Antártica e mais de uma Volta ao Mundo, a última há 36 anos.

“Foi o meu pai que me falou sobre Mindelo, e me aconselhou a aportar aqui”, conta esta aventureira dos mares, que no durante o trajeto, na procura de mais informações sobre a cidade, encontrou velejadores que falavam da cidade com muito amor.

Rumo ao Brasil

Agora daqui, depois de um descanso de duas semanas, volta a encarar outro desafio, o de cruzar, sozinha, o segundo maior oceano do mundo a bordo do Sardinha, um veleiro de pouco mais de 8 metros de comprimento, rumo a Recife, no Brasil. “Vou sair de São Vicente no dia 14, rumo a mais uma aventura de 18 dias”, anunciou a jovem que se mostra muito animada, embora lamente o pouco tempo que teve para conhecer a ilha. “Foi muito pouco o tempo”, referiu a jovem que espera voltar a ilha, num futuro próximo.

A previsão de Tamara Klink é chegar ao Brasil, na cidade de Recife, no final de outubro, após um período que ela estima entre 20 e 25 dias cruzando, sozinha, o segundo maior oceano do mundo. “Vai depender dos ventos”, explica. “Ou da falta deles…”, brinca, numa alusão a travessia do trecho da Linha do Equador, no meio do Atlântico, onde sempre há grandes calmarias.

O encontro entre a jovem velejadora brasileira, Tamara Klink, e os alunos do 3º e 4º ano da escola ensino básico Jovino Santos, em Ribeirinha, São Vicente, foi promovido pelo Ministério do Mar, visando aumentar o interesse e o conhecimento dos jovens em relação aos assuntos do mar.

Elvis Carvalho

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