SINTAP garante que mais de 70% dos trabalhadores da UTA querem greve

12/10/2021 20:32 - Modificado em 12/10/2021 20:32

Os funcionários docentes e não docentes do Instituto Superior de Engenharias e Ciências do Mar e Ciências do Mar da Universidade Técnica do Atlântico (UTA), em São Vicente, decidiram partir para uma greve de dois dias, a partir do dia 21 de Outubro de 2021. O SINTAP avançou que 70% dos funcionários vão aderir à greve.

O secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP), Luís Lima Fortes, diz que mais de 70% dos professores e trabalhadores da UTA estão insatisfeitos com a gestão levada a cabo pela reitoria dessa instituição do ensino superior desde que foi empossada em agosto de 2020.

Em conferência de imprensa, o sindicalista Luís Fortes, garante que o pré-aviso de greve já foi endereçado à Direção-geral do Trabalho e que, se as reivindicações não forem satisfeitas, os funcionários estão dispostos a repetir a paralisação, até que haja um acordo entre as partes. 

“A criação da UTA foi concebida numa perspetiva de dotar São Vicente de um campus universitário do mar, foi uma medida que trouxe alguma esperança e investimento académico na ilha de São Vicente. Se o governo bem pensou, pode-se dizer que a implementação da ideia tem sido muito mal executada,  A começar, pela falta de valorização dos recursos humanos, funcionários, docentes e não docentes com sinais de perseguição e de tentativas de silenciamento de vozes críticas no ambiente académico, criticou o sindicalista

Luís Fortes alegou ainda que, passados mais de um ano após a instalação da universidade, não foi constituído o Conselho Geral, órgão colegial da gestão da universidade, falta publicar a lista de transição dos trabalhadores da Faculdade de Engenharias e Ciências do Mar da Unicv para a UTA, além de atropelos aos Estatutos.

O processo de transição já gozava de consenso e que o mesmo seria acompanhado da resolução de outras pendências dos funcionários. Entretanto, acrescenta, dos encontros havidos com o ministro da Educação ficou claro que o Orçamento do Estado para 2021 não iria contemplar o impacto financeiro da resolução das pendências, mas que estas seriam enquadradas no OGE para 2022, sustentou.

Disse que para que tudo fique resolvido a partir de 1 de Janeiro 2022, todos os instrumentos de gestão terão de estar aprovados e publicados ainda este ano.

Entretanto, Luís Fortes afirmou, que ainda nenhum desses importantes instrumentos foram apresentados, o que coloca dúvidas sobre o sucesso desse processo.

Elvis Carvalho/TG

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