Presidenciais 2021: Candidatos têm mais esta semana para convencer os indecisos

11/10/2021 21:29 - Modificado em 12/10/2021 12:44

Os sete aspirantes ao cargo de Presidente da República de Cabo Verde, a ser decidido a 17 de Outubro apresentaram no domingo, 10, às suas preocupações para com o povo cabo-verdiano, nomeadamente, a alteração da Constituição da República, a estabilidade nacional, o estatuto de Cabo Verde junto da CEDEAO, o “resgate” e devolução do poder ao povo, melhoria na cultura política e o respeito pelos direitos humanos.

Durante as suas intervenções, os candidatos Carlos Veiga e Gilson Alves mostraram-se divergentes relativamente à posição do país junto à Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Enquanto Gilson Alves apoia a saída de Cabo Verde do organismo africano argumentando com a violação dos direitos dos homossexuais na Nigéria, que detêm 30% dos votos dentro da comunidade, porque Cabo Verde não deve fazer parte de uma comunidade em que um país “persegue, humilha e tortura os homossexuais”.

Por seu lado, Carlos Veiga defendeu não só a permanência de Cabo Verde na CEDEAO, como propôs um “Estatuto Especial” para o país dentro desta zona económica, como único Estado Insular do grupo. Veiga afirmou que Cabo Verde deve estar dentro e não fora da CEDEAO, para a defesa de seus princípios e valores no quadro, com a capacidade de se fazer cumprir as diretrizes constitucionais.

José Maria Neves quer uma alteração da Constituição Cabo-verdiana, concretamente no seu artigo 110º de modo a permitir a candidatura à Presidência da República por parte de cidadãos cabo-verdianos com dupla nacionalidade. O candidato assegurou que o país deve reconsiderar esse artigo da Carta Magna, permitindo uma participação “mais forte” da comunidade imigrante, mobilizando todas as capacidades e competências dos cabo-verdianos na diáspora em relação/relativamente ao processo político nacional.

Deixando de lado as questões constitucionais, Fernando Delgado defendeu a cooperação entre os órgãos da soberania nacional para uma estabilidade nacional. O candidato natural da ilha de Santo Antão sublinhou que na sua caminhada eleitoral não faz promessas por estar focado nas necessidades do povo cabo-verdiano nas áreas da segurança, justiça, educação e desemprego da juventude. E acredita que é a melhor solução para o país.

Outro candidato a hastear a bandeira dos direitos humanos foi Hélio Sanches. O candidato prometeu fazer “de tudo para que sejam respeitados os direitos humanos” e promover o diálogo para resolver confrontos internacionais. Para este aspirante ao Palácio do Platô é preciso investir mais nas relações internacionais e apontou o Chefe de Estado como representante interno e externo da República de Cabo Verde. “Neste âmbito conjuntamente com o Governo, a partir do dia 17 de Outubro, tudo farei para que o direito internacional seja respeitado e para que os valores como os direitos humanos sejam respeitados e promoverei o diálogo e concertação como forma de resolução de conflitos internacionais” disse.

Casimiro de Pina falou da sua ideia de como um Presidente da República deve atuar para poder zelar pelos bens fundamentais da Nação e dos direitos constitucionais dos cabo-verdianos e das pessoas que escolheram o país para viver.

“Estou a apresentar-me perante o eleitorado enquanto candidato e espero o vosso voto de confiança no dia 17 de Outubro para que eu possa ser o presidente de todos os cabo-verdianos”, disse ele, sustentando que o seu objetivo, enquanto Presidente, é defender a Constituição.

Joaquim Monteiro defendeu a necessidade de “resgatar” Cabo Verde e devolver o poder ao povo, que somente por meio de resolução de questões importantes do país o povo pode obter o poder.

Em relação à política externa Joaquim Monteiro classificou a integração da Guiné Equatorial na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) de “pedagógica”, por ser meramente linguística.

Nas presidenciais do dia 17 de Outubro, nos dois círculos eleitorais, nacional e estrangeiro, concorrem sete candidatos: Fernando Delgado, Gilson Alves, José Maria Neves, Carlos Veiga, Hélio Sanches, Casimiro de Pina e Joaquim Monteiro.

As últimas eleições presidenciais em Cabo Verde ocorreram no dia 02 de Outubro de 2016, com três candidatos (Albertino Graça, Jorge Carlos Fonseca e Joaquim Monteiro). Venceu Jorge Carlos Fonseca, à primeira volta para um segundo mandato, com 74% dos votos.

A campanha eleitoral para as presidenciais do próximo Domingo,17, termina à meia – noite de sexta-feira. 

DA/EC

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