Ministro dos Transportes levanta a hipótese de retoma dos voos da TACV com ligações São Vicente/Lisboa e Praia/Lisboa

7/10/2021 21:15 - Modificado em 7/10/2021 21:15

O ministro do Turismo e Transportes, Carlos Jorge Santos, disse hoje que as directrizes do accionista Estado são no sentido de retomar os voos da TACV com ligações Praia/Lisboa e São Vicente/Lisboa, embora reconheça que esta decisão é do conselho de administração da companhia aérea.

Carlos Santos que respondia a uma série de questões do Partido Africano da Independência de Cabo Verde, PAICV, hoje no parlamento, sobre os transportes, revelou que existe a hipótese da retoma dos voos internacionais da companhia de bandeira a partir da Cidade da Praia e do Mindelo, sem no entanto se comprometer, porque, sublinhou, isto é da competência do conselho de administração.

No entanto, esclareceu ainda que a TACV foi vendida por 148 mil contos e não os 48 mil contos como, segundo ele, vem alegando o PAICV, sublinhando que em 2016, a companhia encontrava-se em “situação calamitosa”, com milhões de contos de dívidas e “sem aviões”.

“Os dois aviões ATR, que estavam em sistema de leasing, em que quase 70% do valor já tinha sido pago. Na altura, abruptamente, tomou-se a decisão para inverter o processo que culminou com a devolução dos aviões à empresa de leasing que voltou a alugá-los à TACV”, explicou o ministro dos Transportes.

O mesmo frisou que se chegou a uma situação em que a TACV não estava a conseguir pagar o leasing  dos ATR e, por conseguinte, o País esteve numa situação iminente de ficar sem os voos inter ilhas, “porque  a empresa de leasing estava constantemente  a enviar aviso e podíamos ter uma outra situação de arresto”.

“Em consequência disto tínhamos um bloqueio das ajudas externas com um risco fiscal iminente, porque muitos dos investimentos, nomeadamente na área da saúde e educação, não estavam a ser feitos porque o dinheiro ia para a TACV”, enfatizou o governante.

Para Carlos Santos, perante o cenário de  Cabo Verde ficar sem voos internos, o Governo negociou com a Binter, no sentido de “continuar na esfera dos voos internos, permitindo que retirássemos a TACV, porque o descalabro era total em termos de aluguer dos ATR”.

Carlos Santos defendeu ainda que a Binter fez um bom trabalho em Cabo Verde e culpou a pandemia pela saída da operadora do país.

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