Ministro da Educação admite casos de mais de 30 alunos por turma em São Vicente e outras ilhas

6/10/2021 23:22 - Modificado em 6/10/2021 23:22

O ministro da Educação, Amadeu Cruz, admitiu esta quarta-feira, que em São Vicente, assim como noutras ilhas, há casos em que há mais de 30 alunos por turma, mas que o ano letivo 2021/2022 se iniciou num cenário de “normalização paulatina”.

Em resposta às acusações do PAICV durante a primeira sessão parlamentar deste ano, quanto à existência de turmas com mais de 30 ou 40 alunos, Amadeu Cruz vincou que em São Vicente, Sal e algumas escolas na cidade da Praia, são as exceções a nível nacional. 

“Temos as exceções que estão no Sal, na Praia e um pouco em São Vicente. Em São Vicente temos verdadeiramente na Escola Secundária Jorge Barbosa, quatro ou cinco salas com mais de 30 alunos e são turmas essencialmente do 7º e 8º ano. No Sal, temos uma questão mais sensível porque de facto temos uma dinâmica demográfica que consiste na volta da população que tinha regressado às suas ilhas de origem. Por outro lado, famílias perderam recursos e estão a tirar crianças das escolas privadas e estamos a acolher essas crianças nas escolas públicas”, reconheceu.

Segundo indicou, com o apoio da cooperação Luxemburguesa o governo investiu em cerca de 30 escolas para melhorar a qualidade dos sanitários e das cozinhas, no abastecimento de água, ou seja, dando algumas respostas também tendo em conta a COVID -19, em todas as escolas e em vários concelhos do país.

“Estou ciente de que é necessário fazer mais, mas neste ano letivo que agora arranca, fizemos um esforço enorme de reabilitação das escolas e gastamos mais de 280 mil contos. Mas, ao longo do mandato anterior nós investimos na reabilitação das escolas quando em 2016 foi feito um levantamento do estado da conservação das escolas e constatou-se que cerca de quase 80% necessitavam de intervenções”, intercedeu.

Na sua intervenção inicial, o ministro disse que o funcionamento do ano letivo 2021/2022 ainda estará condicionado pelos impactos da COVID -19, mas que o início foi num cenário de “normalização paulatina” do funcionamento das escolas e do sistema educativo.

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