Quatro dos sete candidatos à presidência da República arrancam com acções de campanha em São Vicente

30/09/2021 20:25 - Modificado em 1/10/2021 15:55
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Os candidatos José Maria Neves, Joaquim Monteiro, Fernando Delgado e Gilson Alves, deram início esta quinta-feira, 30 de Setembro, as suas ações de campanha em São Vicente para as eleições presidenciais de 17 de Outubro. As restantes três candidaturas iniciaram as suas ações na cidade da praia, ilha de Santiago.

José Maria Neves arrancou sua campanha com um comício na cidade do Mindelo, para apresentar as suas propostas eleitorais aos mindelenses. Para o candidato, o início da caminhada eleitoral na ilha, está delimitada a sua proposta de descentralização e desconcentração e apesar das limitações a nível de transportes, assegurou presença nos principais pontos do país.

“A minha perspetiva é de descentralizar e desconcentrar e quero dar o exemplo na campanha e no exercício da função presidencial. Então a campanha será muito descentralizada, muito presente em todas as ilhas do país, em todos os municípios e comunidades, e farei o possível para estar em todos os pontos do país. Há o constrangimento dos transportes, mas farei os possíveis para estar em todo o país”, disse.

Para Gilson Alves, a sua candidatura às eleições é “para ganhar”. Numa primeira fase garante fazer o possível para que o eleitorado Cabo-verdiano o conheça. “Sei que os resultados podem ser imprevisíveis e nem sei que ouvidos vão-me ouvir e compreender, mas asseguro que a base política que estou a criar não vai ficar por aqui” afirmou.

“Quero ser um presidente autoritário e nunca disse que seria ditador e sanguinário, mas sim, quero ser um presidente forte que quando fala possa ser ouvido por todos” disse Gilson Alves que segue para Santo Antão, onde permanecerá por três dias, com actividades nos conselhos de Porto Novo, Ribeira Grande e Paul.

Pela terceira vez consecutiva, Joaquim Monteiro apresenta-se como candidato a Presidência da Republica e promete uma campanha eleitoral mais “agressiva”, já que nas campanhas anteriores, considerou os outros candidatos de “companheiros”, o que garantiu não irá acontecer desta vez. “Não haverá diálogo”, sustentou o ex combatente da pátria.

“O meu diálogo é- e será com o meu povo, com o povo cabo-verdiano. Os outros candidatos, para quê dialogar com eles? A máquina de fraude que se instalou em Cabo Verde é horrível. Os partidos, a Comissão Nacional de Eleições, C+NE e o próprio cidadão são responsáveis por esta situação fraudulenta que se instalou em Cabo Verde”, acusou.

Já Fernando Delgado que abertura da campanha na aldeia piscatória de São Pedro, defendeu a “necessidade de uma presença mais constante” do Presidente da República nos assuntos da justiça e propõe uma correção constitucional para trazer mais poderes ao Presidente nesta matéria.

Fernando Delgado demonstra pouca simpatia com a oficialização da língua cabo-verdiana por ter “dúvidas” de qual variante a ser oficializada e caso seja eleito, promete ser um presidente “independente, presente e que faça respeitar os direitos de todos e cada um dos cidadãos” e apelou ao “respeito entre os simpatizantes” de cada candidatura, por estar em causa “a defesa dos interesses de todos os cabo-verdianos”.

Para as eleições presidenciais do dia 17 de Outubro, concorrem sete candidatos, nomeadamente Fernando Delgado, Gilson Alves, José Maria Neves, Carlos Veiga, Hélio Sanches, Casimiro de Pina e Joaquim Monteiro.

As últimas eleições presidenciais em Cabo Verde ocorreram no dia 02 de Outubro de 2016, com três candidatos (Albertino Graça, Jorge Carlos Fonseca e Joaquim Monteiro). Venceu Jorge Carlos Fonseca na primeira volta para um segundo mandato, com 74% dos votos.

Elvis Carvalho/Estagiaria – Daisy Aleixo

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