Sokols aponta como objetivo 20 mil pessoas na “Grande Manifestação” pela Justiça de 25 setembro

23/09/2021 18:19 - Modificado em 23/09/2021 18:20
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Colocar vinte mil pessoas nas ruas, e assim realizar a maior manifestação de sempre em São Vicente são as metas colocadas pelo movimento Sokols 2017 em relação à  “Grande Manifestação de 25 de Setembro” – este foi o anúncio de Salvador Mascarenhas que assegurou tratar-se de uma manifestação independente e pacífica em defesa da Justiça.

Em evidência estará certamente a figura de Amadeu Oliveira preso na cadeia Civil de Ribeirinha e cuja libertação constitui uma das principais reivindicações dos manifestantes.  

Recorde-se que o advogado e deputado nacional da UCID, acusado pelo Ministério Público de 14 crimes de ofensa e injúria contra os juízes do STJ, Benfeito Mosso Ramos e Fátima Coronel, se encontra em prisão preventiva por decisão judicial no processo relacionado com a sua participação na saída ilegal do país de Arlindo Teixeira, condenado por crime de homicídio.

De acordo com Salvador Mascarenhas, a esta causa da Justiça juntam-se outras reclamações em torno de temas impactantes para a qualidade de vida dos cidadãos, tais como a saúde, o alto preço da eletricidade, a falta de transparência judicial entre outros e remata: “Um país sem justiça não avança e convida à corrupção e muitos outros problemas”, sustentou o ativista que assegurou que “com justiça, podemos processar até o próprio Estado, o governo pelas promessas não cumpridas”.

Procedimentos

Por ser uma manifestação da sociedade civil com a previsão de cerca de 20 mil participantes, Salvador Mascarenhas garantiu que a sua organização não vai permitir nenhum tipo de bandeiras e símbolos partidários ou atos de violência. “É uma manifestação pacífica na qual os cidadãos vão exercer a sua cidadania ativa e dizer o que pensam sobre estes assuntos”.

Segundo o SOKOLS, a logística está quase pronta, faltando acertar alguns detalhes com a Policia Nacional.

No entanto, em relação a divulgação do evento, Salvador Mascarenhas avançou que foi feito um spot publicitário a ser transmitido pela RCV, mas que sem justificação plausível, este foi recusado. “Não foi aprovado pela direção da Rádio. Segundo informações que nos disponibilizaram, tinha que ser avaliado o seu conteúdo político. E posteriormente, decidiram pela sua não divulgação”, criticou este líder do movimento cívico que condenou o acto que considera uma violação da Constituição da República, “uma tremenda violação da liberdade de expressão”.

A marcha está agenda pelas 10 horas a partir da Praça Dom Luís, subindo para a Câmara Municipal, contornando a “Praça dos Sapateiros”, passando pela Igreja e rumo ao Tribunal, Rua de Coco, Alto de Sentina e a Cadeia de Ribeirinha. No regresso passará pelo Alto de Sentina, passagens em frente ao Palácio do Povo, Avenida Baltazar Lopes, Tribunal da Relação de Barlavento, com término na Praça Dom Luís.


Elvis Carvalho

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