UCID desafia o governo a cortar o IVA na energia e água e promover leilões para injeção de energias renováveis na rede

22/09/2021 16:40 - Modificado em 22/09/2021 16:40
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A UCID considerou esta quarta-feira, 22 setembro, que apesar de serem boas as medidas, do governo, de cortar o IVA na eletricidade e água de 15% para 8% e de elevar de 30% para 50% na cobertura da tarifa social, elas são ainda insuficientes dada a situação social agravada das pessoas nesta conjuntura.

Neste sentido o presidente da UCID considerou, hoje, em conferência de imprensa em São Vicente, que se poderia ter ido mais longe e desafiou o governo a eliminar o IVA em vez de o reduzir.

E prosseguiu, afirmando que “se fosse numa situação normal diríamos que o governo teve uma boa postura e que andou bem. Mas, consideramos que não estamos numa situação normal e que o aumento é exageradíssimo. Por isso o governo deveria ir mais além. Deveria assumir o corte de IVA no custo do Kwh na energia Electra e no metro cúbico de água e anunciar leilões para injeção de energias renováveis na rede, e consequentemente, baixar o custo do Kwh e preparar um projecto para levar à Assembleia Nacional para “saneamento financeiro” da própria empresa, que tem um passivo superior de mis de 11 milhões de contos, o que influencia negativamente nos preços estabelecidos”.

Relembrou ainda as sugestões apresentadas pelo seu partido que permitiriam ter a energia elétrica mais barata. “Apresentámos a proposta de um Orçamento retificativo para eliminar o IVA na energia elétrica e posteriormente na tarifa de água, bem como o saneamento financeiro da empresa para diminuir os custos de produção e ter mais injeção da energia elétrica na rede e consequentemente para baixar o custo do Kwh”, sustentou.

Os deputados da UCID entendem que estas medidas poderão ter outras consequências, como mais roubo de energia, argumentando que “vamos ter uma situação anómala que poderá prejudicar a Electra muito mais do que se tivesse um custo razoável que permitira ao cidadão pagar um valor sem muita preocupação.”

Assim, segundo os mesmos, elas são insuficientes para acalmar a população em termos dos valores que vai pagar a partir de outubro, mesmo com a diminuição do IVA para 8% pois vamos ter a redução de 1, 73 centavos o que é manifestamente pouco, tendo em conta o aumento de mais de 30%.

Por seu lado, também o PAICV defendeu, na segunda-feira, 20, que essas medidas de mitigação não deveriam contemplar apenas as famílias inscrita no cadastro social único, mas também outras famílias cabo-verdianas que também vão sofrer os impactos desses aumentos bruscos.

Segundo tinha informado o primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva, esta medida constará do Orçamento do Estado de 2022 a ser  enviado à Assembleia Nacional nas próximas semanas para aprovação e entrada em vigor no início do próximo ano fiscal.

“Com estas medidas, o Governo mitiga os efeitos dos aumentos de tarifas de eletricidade, adiciona medidas para a redução das tarifas de água e investe no acesso à água, eletricidade e esgoto em benefício das famílias mais pobres”, explicou Ulisses Correia e Silva.

Elvis Carvalho

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