Clientes devem a Electra 11.300 milhões de escudos – consumidores domésticos são os maiores devedores com 5.547 milhões de escudos

15/09/2021 00:00 - Modificado em 15/09/2021 00:00

A dívida dos clientes à Electra durante o ano de 2020 alcançou o valor de 505 milhões de escudos dos acumulando um défice de recebimentos na ordem 11.330 milhões de escudos, ou seja, mais de onze milhões de contos.

A informação consta do relatório e contas de 2020 do grupo Electra, indicando que as dívidas de clientes, que a empresa descreve como o seu maior problema de gestão, até desceram ligeiramente no ano passado, 1,7% face aos 11.525 milhões de 2019.

A maior fatia das dívidas ao grupo é de consumidores domésticos, 5.547 milhões de escudos seguindo-se as autarquias, com 2.059 milhões de escudos, as empresas públicas, com 1.918 milhões de escudos, as empresas privadas, com 1.458 milhões de escudos, e o Estado, com 345 milhões de escudos.

Da dívida global associada às três empresas do grupo, a Electra SA, Electra Sul e Electra Norte, 61,5% refere-se à Electra Sul, com maior atividade na a ilha de Santiago, onde também as perdas por furto são bastante elevadas..

O grupo registou uma quebra de 11,9% no volume de negócios em 2020 face ao ano anterior, para 8.492 milhões de escudos (77 milhões de euros), enquanto os resultados líquidos foram negativos (prejuízos) em 505 milhões de escudos (4,5 milhões de euros), aumentando mais de 35% face aos prejuízos de 368 milhões de escudos (3,3 milhões de euros) em 2019.

“Os impactos resultantes nos negócios da empresa ficaram evidentes em 2020, representando perdas muito importantes para o ano em referência. A dimensão do impacto dependerá grandemente do tempo de duração da pandemia e da capacidade do país em fazer frente à grande crise económica resultante da crise sanitária que ainda atravessamos”, lê-se na mensagem no relatório e contas do presidente do conselho de administração, Alcindo da Cruz Mota, citado pela Lusa.

O Governo cabo-verdiano aprovou em julho o processo de privatização da Electra, envolvendo a cisão em duas sociedades, uma de produção e outra de distribuição de eletricidade, prevendo-se a alienação de até 75% do capital a parceiros estratégicos.

Segundo um decreto-lei do Conselho de Ministros publicado em 21 de julho, que aprova o processo de privatização, esta nova tentativa de privatização da empresa deverá avançar durante o ano de 2022.

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