Moradores da “Vila Miséria” em Ribeira de Calhau estão sem iluminação pública há duas semanas

24/08/2021 07:42 - Modificado em 24/08/2021 07:42
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A “Vila Miséria”, em Ribeira de Calhau (São Vicente) está há duas semanas sem iluminação pública, segundo moradores locais, que protestam contra a escuridão que afecta a zona à noite, criando uma situação potencial de insegurança que pode concretizar-se a qualquer momento, receiam, com a ocorrência de roubos e assaltos.

Os moradores dizem que as lâmpadas de iluminação pública não acendem há quase duas semanas. Por exemplo, Rafaela, emigrante, em conversa com o Noticias do Norte, conta que desde que chegou, no dia 14 de Agosto, encontrou este problema na sua zona, o que provoca uma sensação de medo. “É muito breu. Quase não da para ver nada”, ainda bem que temos lua aqui”, apontou.

Com a escuridão total que se verifica, as pessoas ficam presas em suas casas quando o sol se põe e além da falta de iluminação, contam que a população ainda sofre com a total negligência do poder público. “Além de contactarmos a Câmara Municipal de São Vicente, isso após termos entrado em contacto com a Electra por diversas vezes, embora respondem que vão resolver o problema nada”, critica um dos moradores.

“Temos  crianças aqui que gostam de brincar na rua, já que não existe quase nada para fazerem, mas nem isso é possível por estes dias”, conta outra moradora, acrescentando que iss é resultado de “um completo descaso das autoridades (Electra), que pensa que nos está a fazer um favor”. E relembra que a iluminação não é de graça. As pessoas pagam uma taxa de iluminação pública”, refere.

Para reduzir a escuridão na localidade, a morador instalou uma lâmpada em frente à casa onde mora. “Temos luz dentro de casa, e na rua, não”, disse.

Falando da insegurança causada pela escuridão das ruas, “Batata” também revela o medo gerado pelo ambiente escuro. “A entrada da minha casa é um escuro, não vejo nada” apontou “Batata”.

Na zona, dizem, existe um zelador colocado pela edilidade mindelense, para que quando este tipo de situação aconteça, possa tomar as referidas providencias e contatar quem de direito para tentar resolverem o problemas, mas este responsável, “está aqui apenas de corpo presente”, frisou.

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