Rendimentos de actividade de “Hostel” financiam custos de protecção de animais de rua em São Vicente

24/08/2021 07:20 - Modificado em 24/08/2021 07:20
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A organização não-governamental (ONG) cabo-verdiana SiMaBô está a utilizar os rendimentos obtidos na recepção de turistas, num estabelecimento do tipo hostel, para financiiar as suas actividades de protecção e defesa de animais de rua em São Vicente, onde já cuidam de mais de 150 cães e gatos.

Segundo a presidente do SiMaBô, o hostel foi criado para hospedar turistas e, assim ajudar a financiar a associação. Além de veterinários, o estabelecimento também recebe turistas com outras formações que se disponibilizam para trabalhar no canil e passear os cães que a SiMaBô acolhe.

Silvia Punzo, italiana que vive há vários anos em São Vicente, explicou a Lusa, que a hospedagem de turistas ajuda a suportar os custos de funcionamento da ONG de proteção de animais em São Vicente, onde conta com clínica e um canil que alberga cerca de 120 cães e 23 gatos.

Aquela responsável indicou que os custos de funcionamento chegam a 900 euros mensais, e que o grosso desse montante é assegurado com as receitas das dormidas dos turistas no hostel da associação e da residência para voluntários.

No início, os membros da ONG não acreditavam que a estratégia de receber dinheiro pela dormida dos voluntários fosse funcionar, mas garantem agora que o tempo demonstrou ser eficaz e há três anos que é assim que funciona.

“Desde 2018 decidimos inscrever-nos nestas plataformas de voluntariado internacional e passamos a colocar uma pequena quota e por acaso somos dos projetos mais baratos, e por isso conseguimos muitos turistas”, afirmou, adiantando que os turistas trazem muitas vezes consigo doações para a associação, destinadas a ajudar nas nas campanhas, no tratamento e no sustento dos animais.

A assciação SiMaBô foi criada em 2008 por 13 pessoas de nacionalidades diferentes. Além  cabo-verdianos, havia cidadãos de Portugal, Rússia, Itália e Costa Rica, que tinham o intuito de proteger os animais através da castração e assim prevenir a proliferação canina e consequentes abandonos.

“Estávamos preocupados com o número de animais abandonados e doentes e optámos pelo melhor meio de controle, a castração, porque protege de doenças, de tumores, controla as fugas e previne o abandono.

No entanto, Silvia Punzo admite que a mão de obra voluntária nacional atualmente escasseia, pelo que apela aos cabo-verdianos a abraçarem o projeto da SiMaBô, até como forma de intercâmbio com os voluntários internacionais.

Desde o início da sua actividade, a ONG calcula ter castrado mais de 15 mil animais na ilha de São Vicente, contando, como forma de financiar as suas operações, além do serviço de hospedagem, as quotas dos sócios e doações de ração protagonizadas por particulares e por casas comerciais.

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