Escola do Mar quer reconverter pescadores e mergulhadores em guias turísticos

20/08/2021 02:40 - Modificado em 20/08/2021 02:40
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O novo Presidente do Conselho de Administração da Escola do Mar anunciou esta quinta-feira, no Mindelo, que Escola do Mar vai apostar na reconversão profissional de pescadores e mergulhadores, tendo em vista a diminuição do número destes profissionais, que considerou “excessivo” em Cabo Verde, e assim diminuir a exploração dos recursos costeiros e criar um novo mercado de trabalho.

José Cabral, que falava à imprensa após a sua tomada de posse, explicou que o Projecto de Iniciativa de Pesca Costeira revelou que Cabo Verde possui pescadores e embarcações de pesca tradicional em excesso, o que põe em causa a sustentabilidade dos recursos haliêuticos existentes.

É preciso, por isso, adiantou, tirar um certo número desses profissionais da actividade piscatória, criando opções válidas para poderem garantir a sua subsistência e a das respectivas famílias, devendo ser igualmente abrangida a classe dos mergulhadores.

A saída, segundo o novo PCA da Escola do Mar, é o turismo no espaço costeiro e marítimo, a arqueologia subaquática e o ecoturismo, opções que já produzem resultados em vários países costeiros africanos, que vêm convertendo pescadores e mergulhadores em guias e em pequenos empresários turísticos.

“Além de garantir a subsistência dessas pessoas, esta reconversão é uma outra forma de proteger os recursos marinhos, que já estão sobre explorados, e salvaguardar o meio ambiente, justificou José Cabral, garantindo que a Escola do Mar já está a trabalhar com um jovem de Salamansa que cria pacotes turísticos e que já tem com ele 10 mergulhadores a trabalhares como guias.

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