Sindicato espera ter esta terça-feira maior adesão de vigilantes na greve, e alertou para situações de “intimidação”

17/08/2021 02:06 - Modificado em 17/08/2021 02:06
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O representante do Sindicato de Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil e Afins (Siacsa), em São Vicente, Heidy Ganeto, afirmou que espera ter esta terça-feira, 17, uma maior adesão de vigilantes na greve que iniciou esta segunda-feira, mas alertou para situações de intimidações por parte de empresas privadas.

A greve dos vigilantes, que arrancou na manhã desta segunda-feira, em São Vicente, teve a adesão de cerca de 50 por cento (%) dos profissionais, mas a perpectiva segundo o sindicato que os representa é chegar pelo menos aos 60 por cento (%), esta terça-feira.

Os motivos para mais esta paralisação dos agentes de segurança privada, segundo Heidy Ganeto, são os mesmos que outras greves e manifestações já feitas e têm a ver com a grelha salarial que “não está a ser cumprida”, avançou.

Em declarações a este online, Heidy Ganeto, assegurou que o sindicato que representa e as empresas estiveram na mesa de negociação para ver se a greve seria suspensa, mas as empresas não apresentaram ao sindicato nenhuma proposta, sobre o cumprimento do Preço Indicativo de Referência (PIR), que entrou em vigor no dia 01 de Maio.

No entanto, durante a greve o sindicalista garantiu que houve uma empresa (SILMAC), que telefonou aos vigilantes, para que regressassem aos seus postos de trabalho, alegando que no próximo mês vão começar a cumprir com a nova tabela salarial.

O mesmo também apontou o dedo a empresa Sepricav, que como diz contratou outros vigilantes para colmatar a ausência dos vigilantes que estavam em greve. “O código laboral é claro neste sentido e violaram a lei” aclarou.

O representante do Siacsa referiu que o salário neste momento é de 15 mil escudos e o mínimo da tabela aprovada, e que deveria ser paga a 31 de Maio último, é de 17 mil e alguns vigilantes podem atingir mais de 22 mil escudos por terem mais de 12 anos de serviço.

O responsável do sindicato disse que já entregaram um processo no Tribunal por causa desta “falta de respeito” e acreditam ter direito a retroactivos.

A greve começou às 8 horas desta segunda-feira e termina a mesma hora de quarta-feira, 18.

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