Professores licenciados de São Vicente exigem reclassificação na carreira

6/08/2021 01:42 - Modificado em 6/08/2021 02:17

Professores de São Vicente, licenciados há mais de 5 anos, entregaram esta quinta-feira, um abaixo-assinado na Delegação do Ministério de Educação denunciando aquilo que consideram uma “situação de grande injustiça laboral que sofrem em relação aos novos professores contratados”.

O abaixo-assinado subscrito por 27 pessoas, direcionado ao Ministro da Educação, Amadeu Cruz, serve para reivindicar a referida reclassificação da classe.

Fidelino Mota, porta-voz destes profissionais diz que são um grupo de professores licenciados entre 2016 a 2020. Sendo que aqueles que concluíram em 2016 estão há cinco anos a espera da reclassificação, com todos os prejuízos económicos e profissionais que esta demora acarreta”, explica este docente.

Uma situação que os tem deixado numa situação bastante complicada, já que, segundo este representante, para fazer a formação, que era uma das condições que o Ministério da Educação impôs, na altura da implementação do Estatuto Pessoal Docente e também do alargamento de ensino de sexto para oitavo ano de escolaridade, a maior parte teve que ir ao banco pedir financiamento. “Caso contrário não teríamos conseguido financiar os estudos e terminar a nossa licenciatura”.

Entretanto, afirma que após cinco anos nesta situação, e com dívidas no banco, ainda “não viram uma luz no fundo” para a resolução deste problema.

E por isso, cansados de esperar, resolveram deitar mãos a obra por si mesmos e entregar o abaixo-assinado e escutarem os assinantes da lista sobre as razões que estão por detrás dessa denúncia.

Fidelino Mota diz ainda que a reclassificação poderá vir a estabelecer um aumento no salário em cerca de 15 mil escudos, o que ajudaria em muito para que possam honrar as suas dúvidas com o banco. “Muitos já tinham credito para habitação e com mais o empréstimo para o estudo, ficaram ainda mais apertados e esse aumento, derivado da reclassificação iria ajudar” esclarece.

Questionando sobre a representação sindical, Fidelino Mota, salienta que esta é uma luta directa dos professores e por isso, descartam trazer o assunto a tona, já que “somos nós que estamos sentindo na pele esta injustiça”.

EC

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