MPD e PAICV escusam-se de comentar prisão preventiva de Amadeu Oliveira

22/07/2021 00:39 - Modificado em 22/07/2021 00:40

Os dois partidos do arco do poder o MPD e o PAICV, escusaram-se esta quarta-feira, de comentar a prisão preventiva do advogado e deputado da UCID Amadeu Oliveira, por entenderem que o caso está sob a alçada da justiça.

Do lado do MPD, a secretária geral Filomena Delgado, afirmou que o seu partido não se pronuncia sobre a decisão do Juiz, relembrando que “o importante é que a justiça funciona”.

Delgado lembrou que a advogada do arguido já informou que vai lançar mão a todas as garantias de defesa que a lei coloca à disposição da defesa e que vai interpor recurso. “Neste momento, temos deixar que a justiça faça o seu trabalho”, concluiu Filomena Delgado.

Já da parte do PAICV, João Baptista Pereira, também escusou-se de comentar este caso, alegando que o “Estado de Direito deverá prevalecer”.

Neste sentido sustentou que não se pode fazer qualquer consideração, visto que a questão está na alçada da justiça. “O parlamento enquanto órgão da soberania também não pode pronunciar-se, não pode comentar as decisões que são tomadas pelos tribunais, que são outros órgão de soberania” pontuou.

O Tribunal da Relação de Barlavento aplicou prisão preventiva ao advogado e deputado Amadeu Oliveira na tarde de terça-feira, depois da sua detenção no último domingo, no Aeroporto Cesária Évora, em São Vicente.

Amadeu Oliveira é acusado pela Procuradoria Geral da República de um crime de ofensa a pessoa colectiva e dois de atentado contra o Estado de Direito, depois de o próprio advogado ter confirmado que preparou a fuga do seu constituinte, Arlindo Teixeira, para França, no dia 27 de Junho, por considerar que enfrenta um processo “fraudulento”, “manipulado” e com “falsificação de provas”.

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