São Vicente: Comissão Politica do PAICV diz que pode haver consequências políticas na desprofissionalização dos vereadores do PAICV e da UCID

15/07/2021 11:15 - Modificado em 15/07/2021 11:17
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A Comissão Politica Regional do Partido Africano da Independência de Cabo Verde, PAICV, em São Vicente, desafia a Assembleia Municipal a se pronunciar sobre os “desmandos” do presidente Augusto Neves na Câmara Municipal de São Vicente e exorta o presidente a levar para AM, as propostas de redistribuição dos pelouros e de desprofissionalização dos vereadores do PAICV e da UCID, deixando claro, no entanto, que esta decisão terá consequências politicas para a ilha.

A região política do PAICV em São Vicente manifestou publicamente esta quinta-feira, 15, o seu total apoio aos vereadores do PAICV na CMSV e neste sentido, reitera a sua confiança política nos dois vereadores deste partido na ilha.

A posição foi manifestada pela primeira vice-presidente da CPR do PAICV, Arlinda Medina, que considera inaceitável, a forma como o presidente Augusto Neves tem governando a câmara de São Vicente. “Sem planos, sem ideias, sem ambição e com uma equipa bem reduzida, constituída apenas por ele e dois dos vereadores que transitaram do mandato anterior”.

Para esta responsável política, os restantes vereadores, PAICV e UCID, são tratados como se não existissem, salientando que o edil mindelense, não respeita as deliberações saída das reuniões e que até este momento, já realizou apenas 6 reuniões, quando deveria ter sido realizado, 13. Isso a partir de janeiro de 2021. “Por lei a câmara deve realizar duas reuniões por mês, e no entanto apensas 6 já foram realizadas”, sustenta.

Neste sentido, Arlinda Medina, desafia a Assembleia Municipal a se pronunciar sobre os “desmandos do presidente”, e exorta o presidente a levar para AM, as propostas de redistribuição dos pelouros e de desprofissionalização dos vereadores do PAICV e da UCID” e que tenha coragem de assumir as consequências políticas da votação.

Embora não avança especificamente as consequências, aponta que tudo vai depender das deliberações da AMSV. “Indicar e nomear cabe ao presidente, mas a assembleia cabe aprovar e, é dai que falamos das tais consequências políticas” frisa.

Instada sobre esta decisão de desprofissionalização dos vereadores ser uma possível retaliação as denuncias feitas pelos deputados publicamente, Arlinda Medina diz que o PAICV não vai por este caminho, embora, admita que este seja um dos motivos, aliado a incapacidade do presidente de criar consensos.

Na leitura deste caso, Arlinda Medina, acredita que falta à Augusto Neves capacidade de criar consensos e negociações, alegando que os vereadores, do PAICV sempre dispuseram para trabalhar em prol do desenvolvimento da câmara, realçando, por outro lado, o facto do presidente reeleito não ter a maioria absoluta e “todo o conforto que lhe permita cometer os desmandos que tem feito”.

Portanto, na ótica da comissão política do maior partido da oposição, esta é uma situação que se opõe ao desenvolvimento de São Vicente.


Elvis Carvalho

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