Amadeu Oliveira “estupefacto” porque ainda não foi preso

14/07/2021 16:21 - Modificado em 14/07/2021 16:21
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Na sequência da discussão acesa despoletada hoje no Parlamento, sobre a fuga de Arlindo Teixeira para a França, perpetuado pelo deputado Amadeu Oliveira (UCID), o mesmo assumiu, mais uma vez, que foi ele, enquanto defensor oficioso, que executou a saída de Arlindo Teixeira do país, mas estranha que ainda não tenha sido detido.

O deputado que neste momento, tem a imunidade parlamentar levantada, a fim de ser detido pelo Ministério Público e ser ouvido no caso da fuga do seu constituinte, confessou mais uma vez que, como defensor oficioso, nomeado pelo Estado, “planeei, concebi, financiei com o meu dinheiro e executei a saída de Arlindo Teixeira de Cabo Verde”.

Aos deputados do PAICV, Amadeu Oliveira desafiou-os a procurarem saber as razões “verdadeiras e subjacentes” que o levaram a correr o “tamanho risco” de ajudar o arguido Arlindo Teixeira na fuga.

“Não tentem desviar atenções para crucificarem atempadamente nem o primeiro-ministro, nem o MpD e nem a corporação policial. Quem salva o país todos os dias têm sido a Polícia Judiciária, a Polícia Nacional, os Fuzileiros Navais e não são os Tribunais” garantiu.

Revelou que durante seis anos estudou as “falhas, as fraudes e os atrasos do Supremo Tribunal de Justiça”.

“Não tentem, por amor a Cabo Verde, se ainda vos resta algum amor à pátria, e por amor a Cabo Verde vamos tentar fazer uma inspecção séria, profunda e sem bodes expiatórios e vamos discutir as falhas subsistentes no sistema judicial”, afiançou Amadeu Oliveira, dirigindo-se aos deputados da bancada do PAICV.

“Já ofereci a minha cabeça para ser preso e até estou estupefacto porque ainda não fui preso”, concluiu o deputado da UCID.

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