JpD – Portugal realiza no dia 10 Julho a sua IV Assembleia Geral para eleição dos novos membros

8/07/2021 21:33 - Modificado em 10/07/2021 11:51
Vitalino Delgado – Candidato a coordenador da Lista U

A Juventude para Democracia – Portugal realiza a sua IV Assembleia Geral no dia 10 de Julho, para eleger os novos membros da organização.

Em entrevista exclusiva ao Noticias do Norte, o candidato a coordenador da Lista U, que tem como lema – “Unindo e Representando a Juventude”, Vitalino Delgado, aponta que o grande desafio é tornar a JpD-Portugal mais atrativa, que consiga dar a juventude gosto e motivação” para ter/fazer/tomar parte, e que por outro, consiga captar jovens líderes, capazes de reforçar cada vez mais a estrutura e as atividades.

Em representação a lista U, lista única, Vitalino Delgado diz que é propósito da JpD-PT estar próximo dos jovens, e que estes saibam que existe uma estrutura política que para alem de partilhar os princípios e valores do MpD, “está aqui de braços abertos para a servir de forma abnegada e descomplexada, típico do à-vontade e solidariedade que carateriza a nossa juventude na diáspora”.

Ele que destaca também a criação do Ministério das Comunidades, deste novo governo.

Confira a entrevista

Notícias do Norte Exactamente no que consiste esta nova dinâmica desta estrutura recentemente reactivada?

Vitalino Delgado – Para responder a isso é preciso analisar todo o histórico por detrás da estrutura. Quando cheguei em outubro de 2019, depois de ter participado na Universidade de Verão da JpD-Nacional em Setembro, a estrutura estava inativa praticamente. Apesar do excelente trabalho que a equipa do Giliardo Nascimento fez, não foi possível encontrar uma liderança, capaz de dar continuidade aos trabalhos, pois muitos membros tiveram que regressar a Cabo Verde.

Dai surgiu a iniciativa, incentivada até pelo coordenador nacional e atual deputado, Euclides Silva, a ativar a estrutura.

Depois disso fiz vários contatos em Portugal, sempre com o suporte da JpD-Nacional até entrarmos em confinamento em março. Tinha um grupo bastante forte, muito dinâmico, só que a pandemia deitou por terra todo um trabalho pronto a ser implementado. Apos as coisas se acalmarem e ainda contar com o apoio de alguns companheiros, criamos em Dezembro, com a autorização da JpD-Nacional, uma coordenação executiva provisória que tinha como missão para além da ativação, a realização da Assembleia Geral da JpD-Portugal para eleição dos novos órgãos socias.

Foram tempos difíceis e continuam a ser até agora. Tivemos que adaptar a JpD-Portugal a um cenário pouco usual e até experimental, sem contar que tivemos que estar aptos para os embates das legislativas que ocorreram esse ano.

Foram momentos de muita entrega, senti-me rodeado de uma equipa com bastante atitude e espírito de missão que tudo deu para reinventarmos a JpD-Portugal, em tempos de pandemia. E é essa a dinâmica que queremos imprimir na JpD-Portugal, uma dinâmica que inspira união, estando os interesses da JpD-Portugal acima dos interesses pessoais.

NN – Qual será a linha de trabalho do JpD-PT para merecer a confiança dos jovens cabo-verdianos residentes em Portugal?

Vitalino Delgado – Os momentos são outros, o mundo quase que foi reformatado. Do ano de 2020 até hoje tem sido de muita reflexão e uma excelente oportunidade para mudança. Em tempos difíceis somente os mais fortes sobrevivem e nos demos provas disso.

A confiança em nós está na força do acreditar. Começamos esse projeto sem nada, só com vontade. Vontade de trabalhar e de dar o nosso máximo para representar de forma digna a nossa juventude em Portugal e mostrar que ela é força e está bem representada.

Acho que só pelo fato de ser visível essa força de vontade que do nada, conseguimos reerguer, uma das estruturas mais importantes da JpD-Nacional na diáspora e de apoiarmos de forma abnegada o interesse da juventude, nesses tempos tão difíceis é mais do que suficiente para sermos dignos da confiança de qualquer jovem.

NN – Dizem que são “uma candidatura de contraste que se compromete na promoção de um ativismo político pujante, capaz de dar continuidade ao trabalho feito pela equipa cessante.

Quais os principais desafios se colocam, atualmente, à vossa organização e à juventude Cabo-verdiana?

Vitalino Delgado – Em tempos difíceis é necessário termos estruturas fortes e atrativas para dar continuidade aos trabalhos da antiga coordenação. E muito mais importante, precisamos que os jovens continuam a acreditar na associação. Dai o nosso grande desafio de tornar a JpD-Portugal mais atrativa que por um lado, consiga dar a nossa juventude gosto e motivação para ter/fazer/tomar parte, e que por outro, consiga captar jovens líderes, capazes de reforçar cada vez mais a nossa estrutura e as nossas atividades.

NN – Os jovens são a âncora do Desenvolvimento de Cabo Verde, como a atual lista, de forma genérica, avalia a governação nacional, naturalmente com enfoque na juventude? O vosso principal objetivo?

Vitalino Delgado – A juventude será e é, o objetivo da JpD-Portugal. O MpD não nos deve nada, a JpD- Portugal não nos deve nada, a Juventude em Portugal não nos deve nada. Estamos aqui para servir a nossa juventude. E é com esse o sentimento que estramos e é com esse sentimento que sairemos desse projeto. Queremos que os jovens saibam que existe uma estrutura política que para alem de partilhar os princípios e valores do MpD, está aqui de braços abertos para a servir de forma abnegada e descomplexada, típico do à-vontade e solidariedade que carateriza a nossa juventude na diáspora.

NN – Como pretendem na diáspora, ser uma estrutura consistente?

Vitalino Delgado – Temos várias estratégias para tornar a JpD-Portugal mais forte, não é atoa que o nosso lema é “unindo e representando a juventude” nessa Assembleia Geral. A força está na união e o compromisso na representatividade. Não podemos tornar visível ainda todo o nosso plano estratégico mais a ganhos que tornaremos público como a criação do nosso site que irá servir todas as nossas estruturas na diáspora: Temos o cartão de associado, baseado numa estratégia sustentável, onde todo o sócio após passar por todos os trâmites da inscrição, terá em menos de dias o seu cartão de sócio, via email, com todas as instruções para o imprimir caso bem entender, ou caso assim preferir poderemos o enviar via correio o mesmo no formato dos cartões PVC, idêntico ao nosso cartão de residência e a bom preço.

Vamos investir imenso na forma como nos comunicamos com a juventude, adotaremos uma linguagem simples e objetiva.

Mais uma coisa é certa, a JpD-Portugal trabalhara de forma estratégica, organizada e objetiva. Estamos fazendo da melhor forma o nosso trabalho de casa, não obstante também que temos tido todo o apoio da antiga coordenação, da JpD-Nacional e de alguns dirigentes do Partido.

NN- Quais propostas para o governo relativo aos jovens em Portugal?

Vitalino Delgado – Temos de louvar a criação do Ministério das Comunidades. Queremos fazer chegar a voz da juventude juntos do poder político. Queremos que seja a juventude a fazer as suas propostas e nos sermos somente a ponte e o meio para que isso aconteça. Chegou o memento de ser a juventude através da JpD-Portugal a falar, tendo vez e voz no desenvolvimento de Cabo Verde. Queremos representar e representar é fazer com que as coisas aconteçam.

Queremos mudar essa ideia de discursos vazios sem representatividade. Queremos representar ouvindo de forma permanente a nossa juventude.

NN – A nível geral a JpD já vai nos seus 27 anos, já que foi criada em Junho de 1994 e conta com milhares de membros em Cabo Verde. Em Portugal, tem dados sobre o número de membros?

Vitalino Delgado – A questão dos membros na diáspora é muito complicada dada a dinâmica das comunidades e das pessoas. Por exemplo, hoje tens um associado, amanhã ele pode estar num outro país ou mudar de número, enfim vários fatores externos pelo qual estrategicamente não conseguimos controlar. Isso faz com que em tempo real não saibamos o número exato de sócios. De momento as expectativas são boas, o número de sócios é considerável. Dá-nos estabilidade para trabalhar e a inspirar mais jovens a fazerem parte da estrutura.

Elvis Carvalho

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