Preservação das aves marinhas em Cabo Verde no centro das atenções das ONG que querem “diálogo construtivo” com autoridades

7/07/2021 09:58 - Modificado em 7/07/2021 10:00

As Organizações Não Governamentais (ONG) solicitam “diálogo construtivo e de colaboração” com o Ministério do Ambiente e Agricultura para a monitorização das colónias de aves marinhas do País e promover “de forma eficaz” a sua conservação.

De acordo com uma nota de imprensa remetida a este online, pela ONG ambiental Biosfera 1, as outras associações ambientais, Projecto Vitó, Lantuna, Maio Biodiversity Foundation, Project Biodiversity, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), estiveram reunidas na ilha do Fogo, entre os dias 28 de Junho a 04 de Julho, no âmbito do Comité de Pilotagem do Projecto Aves Marinhas de Cabo Verde.

Nisto, garante que os trabalhos decorreram nas “melhores condições e permitiram constatar que o estado actual do conhecimento sobre as aves marinhas de Cabo Verde evoluiu nos últimos cinco anos de forma absolutamente excepcional”, assim como as competências nacionais de nível técnico e superior”.

Segundo a mesma fonte, Cabo Verde dispõe hoje, de uma rede de ONG “com capacidade técnico-científica para assegurar a monitorização das colónias de aves marinhas conhecidas e promover de forma eficaz a sua conservação, em colaboração com os serviços competentes da administração pública”.

O encontro refere, foi uma “oportunidade única para trocar experiências, valorizar os conhecimentos adquiridos no âmbito deste projecto” e promover este património natural cabo-verdiano de importância global e que projecta a imagem de Cabo Verde na região e no mundo.

“Os participantes reunidos em São Filipe, reiteram a sua disponibilidade para colaborar com as autoridades na gestão sustentável destas aves e dos habitats de que dependem, pois acreditam que só assim será possível assegurar a perenidade de recursos vitais para a economia cabo-verdiana e para assegurar a viabilidade económica de actividades como a pesca e o turismo sustentável”, asseveram.

Segundo a mesma fonte, durante a reunião foram identificadas, algumas questões que devem ser analisadas, entre as quais, publicação de legislação específica que garanta a conservação das aves marinhas, e ainda o alargamento da Rede Nacional de Áreas Protegidas e classificação de novas áreas protegidas, à semelhança do que aconteceu recentemente em Santiago com a Baía do Inferno.

A Implementação dos planos de gestão de áreas protegidas, estabelecimento de convénios de gestão concertada para a gestão parcial ou global de áreas protegidas foram outros dos assuntos abordados. Durante a reunião foi criada a primeira Rede de Aves e Biodiversidade das Ilhas de Cabo Verde, a Rabil–CV – para a conservação, protecção e investigação das aves marinhas.

O nome Rabil-CV foi escolhido como forma de homenagem à espécie Fragata, que era o nome comummente conhecido da espécie já extinta em todo o Cabo Verde e África Ocidental.

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