Perdas acima de 90% nos sectores de alojamento e restauração em Cabo Verde

30/06/2021 22:05 - Modificado em 30/06/2021 22:59

A ausência de turismo em Cabo Verde continuou a afectar o alojamento e restauração, que recuou mais de 90% no último ano, segundo dados do INE.

De acordo com o relatório do Instituto Nacional de Estatística (INE) com as Contas Nacionais Trimestrais de Cabo Verde, relativo ao primeiro trimestre de 2021, o Produto Interno Bruto (PIB) gerado pelo setor do comércio cresceu, em termos homólogos, 15,5%.

No primeiro trimestre de 2020, antes dos efeitos económicos da pandemia de covid-19, o mesmo setor tinha crescido 2%, tendo recuado 39,2%, 25,6% e 20,4% nos três trimestres seguintes.

Já o setor do alojamento e restauração está há um ano com quedas homólogas superiores a 90%, devido à praticamente total ausência de turistas, face às restrições nas viagens provocadas pela pandemia, representando o turismo cerca de 25% do PIB de Cabo Verde.

O PIB gerado pelo setor do alojamento e restauração recuou 93,6% no primeiro trimestre de 2021, depois de quedas de 95,4% (quarto trimestre), 96% (terceiro trimestre), 95,9% (segundo trimestre) e 10,2% (primeiro trimestre) em 2020.

A agricultura foi outro dos setores a crescer no primeiro trimestre de 2021, em termos homólogos, 6,5%, tal como a construção (5,7%) e a Administração Pública (12,1), enquanto os serviços às empresas recuaram 39,9%, os transportes 28,6% e a imobiliária 6,9%.

Globalmente, segundo o mesmo indicador do INE, o PIB do arquipélago recuou 11% no primeiro trimestre, uma ligeira melhoria face à queda homóloga de 14,3% registada no último trimestre de 2020.

Cabo Verde registou uma recessão económica histórica de 14,8% do PIB em 2020.

Lusa

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