Governo autoriza Nortuna a produzir atum de aquacultura por 50 anos

30/06/2021 21:04 - Modificado em 30/06/2021 21:04

O governo autorizou a concessão por 50 anos de 236.000 metros quadrados (m2) a um grupo norueguês, para permitir a atividade de uma unidade de produção de atum em aquacultura na ilha de São Vicente

A decisão consta de uma resolução do Conselho de Ministros, publicada hoje, autorizando o Ministério do Mar a concessionar uma área na orla marítima, com 56.000 metros quadrados, e outra no mar, com 180.000 metros quadrados, ambas partes integrantes do domínio público marítimo, na Praia de Flamengo, a favor da Nortuna Holding CV, empresa do grupo norueguês Nortuna, para implementar o “Nortuna Atlantic Blue Fin Tuna”.

“O grupo privado ficará obrigado a pagar uma contrapartida financeira anual “nos termos do contrato de concessão a ser assinado com o Estado” lê-se no documento, citado pela Lusa.

A primeira fase da instalação daquela unidade de produção de atum em aquacultura na ilha de São Vicente arrancou em março passado, prevendo gerar 400 empregos até 2023.

Segundo informação divulgada pela Cabo Verde Tradeinvest, entidade pública responsável pela captação de investimento estrangeiro, os trabalhos que envolvem a construção do empreendimento em terra já decorrem no vale do Flamengo.

Implementada pelos noruegueses da Nortuna AS, aquela unidade prevê ser das maiores exportadoras de Cabo Verde em três anos, quando atingir a marca de 10.000 toneladas de atum-rabilho do Atlântico (Atlantic Blue Fin Tuna ou ABFT) produzidas em aquacultura localmente.

Esta primeira fase prevê a montagem do processo de incubação e produção de biomassa para atum rabilho ao longo deste ano, seguindo-se a expansão e processamento, no primeiro trimestre de 2022, e depois o início da produção em larga escala, bem como transformação, daquela espécie, entre 2023 e 2024, que será a terceira e última fase do projecto.

A primeira fase, de piloto, envolve a construção das zonas de incubadoras e de montagem dos equipamentos que definem o processo de incubação e de teste, tendo já a capacidade de produção de até 300 toneladas por ano.

A segunda fase já comporta o cultivo da espécie ABFT na baía – aquacultura no mar – de Flamengo “em larga escala”, cujo volume de produção estimado se situa entre 8.000 e 10.000 toneladas por ano.

A terceira fase prevê a produção em larga escala, a transformação e “o alargamento da produção para outras ilhas, nomeadamente Santo Antão e São Nicolau”, explica a empresa no estudo.

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