PAICV: “Governo encena arresto de avião para encobrir os erros em torno da privatização dos TACV”

29/06/2021 21:18 - Modificado em 29/06/2021 21:18
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Esta é a posição defendida esta terça-feira em conferência de imprensa pelo Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) e que segundo a mesma fonte “delineia consequências imprevisíveis para o País”.

Para o Secretário-geral do PAICV, Julião Correia Varela, o processo de privatização dos TACV “acaba de conhecer mais um capítulo obscuro, face ao arresto do avião ao serviço da Cabo Verde Airlines (CVA), em regime de leasing operacional”.

E que após um “longo período de inatividade”, em parte explicada pela pandemia, o País permaneceu expectante em relação à anunciada retoma dos voos da CVA e que agora, justamente, quando ninguém esperava eis que surge o próprio Governo a acionar os mecanismos para abortar a retoma da atividade da empresa, não permitindo que o voo, programado para Lisboa, se realizasse. Isto, depois de um extenso período, de muita propaganda, na qual o próprio Governo se envolveu.

“Até mesmo os acionistas se mostraram surpresos e dececionados com as declarações do Primeiro-Ministro, que fez abortar as negociações que vinham decorrendo com o parceiro estratégico, anunciando ao País o resgate dos 51% das ações, colocando fim à aventura em torno dos TACV, tantas vezes criticada e posta em causa pelos cabo-verdianos”, aponta Julião Correia Varela.

Para o Secretário-geral do maior partido da oposição, o Governo nos surpreende com uma decisão de encenar o arresto do único avião que ainda estava ao serviço da CVA, mesmo sabendo que o aparelho nunca pertenceu à companhia. Ou seja, o arresto recai sobre um bem que está na companhia em regime de leasing operacional.

Relembra que “o próprio parceiro estratégico, que fez deslocar o avião a Cabo Verde para dar uma ajudinha ao Primeiro-Ministro, na campanha eleitoral, deverá estar pensar, deveras, em que problema se meteu”.

Hoje, facilmente se pode concluir que a solução dos problemas foi, deliberada e intencionalmente, adiada por causa do calendário eleitoral.

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