Manifestação dos vigilantes em São Vicente marcada pela “fraca adesão devido ao comunicado do Governo para enganar os vigilantes” – Sindicato

24/06/2021 14:50 - Modificado em 24/06/2021 14:50

A manifestação dos vigilantes das empresas de segurança privada realizada hoje, em São Vicente, ficou marcada pela “fraca adesão” desses profissionais e, segundo o sindicalista, isso deve-se ao comunicado emitido ontem pelo Governo dando conta que vai reforçar as orientações aos serviços públicos e empresas públicas para a implementar o Preço Indicativo de Referência (PIR), dando assim possibilidades às empresas de segurança privada cumprirem com a nova grelha salarial dos vigilantes.

Informações avançadas à imprensa pelo representante do SIACSA no Mindelo, Heidi Ganeto, que sustentou que o comunicado do Governo veio tarde e que os sindicatos que representam os vigilantes não acreditam nesta jogada.

“Vieram simplesmente condicionar a nossa manifestação. Se virem bem, estamos com pouca aderência. Segundo informações o mesmo passa-se nas outras ilhas. Mais uma vez não vamos acreditar nesta conversa do Governo. Isto foi feito, mais uma vez, para tentar enganar os vigilantes” vinca.

Mesmo com a pouca aderência o mesmo assegura que não vão demover das suas reivindicações, que prende-se com o aumento salarial, mudança de categoria profissional e melhores condições nos locais de trabalho.

“Não vamos desistir e continuaremos a lutar. O percurso será também sempre de mostrar a sociedade esta revolta dos vigilantes, porque a sociedade também tem que estar ao lado dos vigilantes. Quando um vigilante está no seu posto de trabalho, não está controlando apenas o seu local, mas sim toda a rua à volta. Se houver algum assalto ele aciona a polícia. Nós somos um auxiliar da polícia e não são visto por este trabalho meritório” enaltece.

Heidi Ganeto, diz ainda que as condições de trabalho dos vigilantes é precária, visto que nos seus postos de trabalho, não são reunidas condições como ter casas de banho e local para refeições, para que os mesmos possam efetuar o seu serviço da melhor forma possível.

Neste sentido, aponta que não tem havido fiscalização de quem é incumbido pela lei, sendo que em primeiro lugar deveria ser analisado as condições criadas nas empresas para que os vigilantes possam ter melhores condições.

“No mês de outubro as empresas assinaram um documento em que comprometeram atualizar a nova grelha salarial no espaço de seis meses. Ou seja, deveriam nesse tempo negociar os contratos com os seus clientes e chegados ao mês de maio deveriam cumprir com os vigilantes. Algo que não aconteceu” reitera Heidi Ganeto.

O sindicalista explica que as empresas alegam que os clientes não estão a cumprir com o valor do Preço Indiciativo de Referência (PIR), mas garante que neste aspeto os vigilantes, nada têm a ver e só querem que a lei seja cumprida.

A manifestação dos vigilantes contou com passagens pelo Ministério do Mar e pelas empresas de segurança privada Silmac e Sepricav.

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