São Vicente: Agentes prisionais ganham competências de defesa pessoal para mitigar ameaças

24/06/2021 13:35 - Modificado em 24/06/2021 15:42
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Vinte agentes prisionais aprenderam durante cinco dias, táticas de segurança na Cadeia Central de São Vicente, usando a força do corpo de forma eficaz e sem ser excessiva.

A formação ministrada pelo instrutor Hugo Matos, da Operacional Sapiens Defense, OSD, de Portugal, visa melhorar a abordagem a indivíduos que devem ser neutralizados, sem recorrer a armas, sabendo atuar nos pontos vulneráveis do corpo humano dentro do uso de força permitida legalmente.

Desenrolou-se durante dois dias, com foco nos procedimentos de acção direta, tendo toda a acção baseada, “naquilo que chamamos de táctica de acidentes durante a parte operacional”, explica Hugo Matos que diz ainda que foram ensinadas várias técnicas que complementam as formações que os agentes de forças prisionais têm recebido nas suas unidades.

“Estes procedimentos funcionam, basicamente quando não temos outra forma operacional de enfrentar a situação”, refere este instrutor que afirma que o curso teve uma carga horária pequena em defesa pessoal e abordagem de indivíduos perigosos.

“Estamos a falar pessoas que estão detidas por cometer crimes e que estão aqui a pagar por isso. E que estas pessoas a qualquer momento podem descompensar e desequilibrar e isso pode criar violência, agressividade, um estado mais perigoso para estas famílias”, aponta este profissional que diz que os agentes prisionais são pessoas que tem famílias e que a profissão que escolheram podem acarretar algum perigo, devem ser capacitados de “métodos para alguma forma conseguir minimiza-las e mitiga-las num último instante” ”, indicou Hugo Matos.

A diretora da Cadeia de São Vicente diz que esta formação é importante, porque dota os agentes de ferramenta necessários para a sua segurança e situação de desordem e resistência dentro do estabelecimento prisional. “É uma forma de também acompanhar a evolução, á nível de segurança em Cabo Verde”, refere Vanda Gomes que defende que a segurança é uma área que deve ser sempre reciclada para que qualquer força de segurança possa acompanhar a sua evolução.

Manuel Lopes agente prisional em representação dos formados indicou que a acção da OSD “dá-nos mais autoconfiança, aprendemos técnicas boas para o dia-a-dia, e que ensina a “neutralizar indivíduos suspeitos e detê-los sem causar grandes sequelas no opositor, o que é importante”.

Lopes destacou ainda a importância de se ter em consideração, o facto de que a defesa pessoal serve para afastar o perigo “à nossa integridade física”.

Elvis Carvalho

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