Venezuela pede ao Governo de CV proteção para Alex Saab, perante a possibilidade do seu sequestro pelos Estados Unidos

23/06/2021 13:20 - Modificado em 23/06/2021 13:20
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O Governo da Venezuela dá por certa a intenção dos Estados Unidos de sequestrar o Enviado Especial de Caracas, Alex Saab – detido na ilha do Sal desde 12 de Junho de 2020 – no caso de o Tribunal Constitucional de Cabo Verde se decidir pela sua libertação, e alerta as autoridades cabo-verdianas para a necessidade de garantir a sua integridade e segurança perante tal ameaça.

Num comunicado hoje emitido em Caracas, o executivo da República Bolivariana da Venezuela fez questão de “deixar claro perante a comunidade internacional a exigência, ao Governo de Cabo Verde, de cumprir as suas obrigações de garante do direito fundamental à vida e à integridade física” do seu embaixador Alex Saab, “ilegalmente detido” desde 12 de Junho de 2020 na ilha do Sal.

“Perante os planos dos Estados Unidos para proceder ao sequestro do embaixador Alex Saab como parte dos seus contínuos ataques à soberania do nosso país, a Venezuela faz um apelo às autoridades de Cabo Verde para garantir a integridade e a segurança do cidadão venezuelano que se encontra sob sua custódia”, refere o documento.

O Governo da Venezuela aproveita para reiterar o pedido de cumprimento, por Cabo Verde, da decisão de 8 de Junho do Comité de Direitos Humanos das Nações Unidas, no sentido da suspensão do processo de extradição de Alex Saab para os Estados Unidos da América e de se lhe garantir assistência médica especializada.  

A terminar, o comunicado dirige-se aos juízes conselheiros do Tribunal Constitucional de Cabo Verde, nas mãos dos quais se encontra a decisão de extraditar ou libertar o Enviado Especial da Venezuela, afirmando estar o Governo de Caracas “esperançado” de que os mesmos se manterão firmes e que “farão justiça” ao seu embaixador. 

“O Tribunal Constitucional tem a extraordinária oportunidade de afirmar ao mundo que assume plenamente o seu papel de garante dos Direitos Humanos e do Direito Internacional, e que constitui um baluarte contra a arbitrariedade e um guardião do Estado de Direito em Cabo Verde”, refere o comunicado do Governo da Venezuela.

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