Onze polícias mortos em presumível ataque terrorista no Burkina Faso

22/06/2021 22:03 - Modificado em 22/06/2021 22:03

Onze polícias morreram numa emboscada de presumíveis jihadistas no norte do Burkina Faso na segunda-feira e quatro estão desaparecidos, anunciou hoje o Governo do país.

© Reuters

“Na segunda-feira 21 de junho, cerca das 15h00 locais (16h00 em Lisboa), uma equipa de socorro da polícia nacional foi alvo de uma emboscada desencadeada por indivíduos armados, no eixo Barsalogho-Foubé”, na região do Centro-Norte, indicou o ministro da Segurança, Ousséni Compaoré, em comunicado citado pela AFP.

Segundo o ministro, o balanço provisório do ataque à data de hoje fornecido pelas equipas de busca é de 11 polícias mortos, sete encontrados a salvo e quatro desaparecidos.

Fontes das forças de segurança tinham anteriormente avançado à AFP um balanço provisório de “uma dezena de polícias” mortos e outros tantos desaparecidos na sequência do ataque, quando a equipa se encontrava em missão em Yirgou, uma pequena aldeia no norte de Barsalogho.

Foi em Yirgou, em janeiro de 2019, que 48 pessoas, segundo o Governo, foram mortas como represália dos habitantes locais contra os membros da comunidade peul, depois de um ataque jihadista.

“Uma operação de resgate está em curso para localizar os atacantes, com um reforço militar, e para localizar os elementos ainda desaparecidos”, afirmou um responsável dos serviços de segurança.

A última emboscada contra membros das forças de defesa e segurança no norte do Burkina Faso, a área do país mais afetada pelos ataques terroristas, data de finais de abril, quando um destacamento militar foi atacado perto de Yirgou e quatro militares foram mortos.

Na segunda-feira, o Exército de Burkina Faso anunciou que tinha “neutralizado” (morto) 11 ‘jihadistas’ e destruído três bases “terroristas” entre 14 e 16 de junho, durante uma operação contra o terrorismo na região oriental.

Uma “dúzia de terroristas” já tinha sido “neutralizada” durante operações de ‘limpeza’ da zona, que decorreram entre 07 e 13 de junho, depois de um massacre imputado a suspeitos ‘jihadistas’ na aldeia nordeste de Solhan.

Na noite de 04 para 05 de junho, pelo menos 132 pessoas, segundo o Governo, e 160, de acordo com fontes locais, foram mortas no ataque em Solhan, perto da fronteira com o Níger.

O ataque foi o mais mortal até agora desde o início da rebelião ‘jihadista’ no Burkina Faso, há seis anos, que matou mais de 1.400 pessoas e forçou um milhão e pessoas a fugirem das suas casas.

O Burkina Faso, um país pobre, tem enfrentado ataques cada vez mais frequentes e mortais por parte de grupos ‘jihadistas’ filiados no Estado Islâmico e na al-Qaida.

Os atos terroristas são frequentemente atribuídos ao grupo local Burkinabe Ansarul Islam, ao Grupo Sahel ‘jihadista’ de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos e ao Estado Islâmico no Grande Sara, que também atacam nos países vizinhos com os quais o Burkina Faso partilha fronteira, tais como o Mali e o Níger.

Lusa

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