Cabo Verde Airlines: Governo vai reverter a privatização dos 51% do capital que está na posse da Icelandic

21/06/2021 13:46 - Modificado em 21/06/2021 13:46

Em março de 2019, o Estado de Cabo Verde vendeu 51% da então empresa pública TACV (Transportes Aéreos de Cabo Verde) por 1,3 milhões de euros à Loftleidir Cabo Verde, empresa detida em 70% pela Loftleidir Icelandic EHF (grupo Icelandair, que ficou com 36% da CVA) e em 30% por empresários islandeses com experiência no sector da aviação (que assumiram os restantes 15% da quota de 51% privatizada).

Passados mais de dois anos do referido processo, o governo anuncia a reversão dos 51% do capital da Cabo Verde Airlines (CVA) que está na posse da Icelandic, anunciou o primeiro-ministro, numa entrevista concedida domingo à TCV.

“O Governo vai encetar um processo de reverter a privatização dos 51% do capital que está na posse da Icelandic tendo em conta que nós não estamos a perspectivar que num futuro próximo, primeiro, haja injecção de capital por parte do parceiro estratégico de forma a garantir a perenização e a continuidade das operações da companhia, segundo, algum incumprimento de alguns acordos estabelecidos em março”, justificou o primeiro-ministro, citado pela Inforpress.

Para Ulisses Correia e Silva, o executivo está sempre do lado da protecção do “interesse nacional”, visando com isso que a retoma de voos seja sustentada e não passe apenas por fazer mais ligações aéreas, mas que a companhia possa ser reestruturada, realizar operações e assumir seus compromissos com os credores e fornecedores

Questionado se considera ser um erro o negócio realizado com a Loftleidir Icelandic, Ulisses Correia e Silva afirmou que não, sublinhando que as condições de mercado e de parceria na altura eram totalmente diferentes de quando foi feita a negociação, lembrando o que está a acontecer a nível mundial com as companhias aéreas devido a covid-19.

O interesse realçou, é salvaguardar o interesse nacional e aquilo que é o capital construído, há muitos anos, que é a Cabo Verde Airlines que, segundo disse, mais do que uma marca constitui também uma ponte de relações com a diáspora e a projeção de Cabo Verde no exterior, além de garantir o futuro dos mais de 300 trabalhadores.

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