Bengala Branca: Hernani Moreira apoia invisuais com entrega de 60 bengalas para ajudar na mobilidade

20/06/2021 22:55 - Modificado em 20/06/2021 22:55

O ativista, Hernani Moreira, fez este domingo, 20 junho, a entrega de 20 bengalas brancas a deficientes visuais, na ilha de São Vicente num ato realizado num dos hotéis da cidade do Mindelo.


Estas duas dezenas de bengalas fazem parte de um lote de 60 bengalas que o responsável da agência de moda Ilhéu Fashion, pretende entregar a deficientes das ilhas de São Vicente, Santo Antão e São Nicolau. 

A iniciativa foi lançada durante as celebrações dos seus 60 anos, já que por causa das diabetes deparou-se também com problemas visuais que o dificultam na sua locomoção. “Há seis anos tive graves complicações de visão devido a minha diabetes e que quase deixou-me cego, mas por milagres isso não aconteceu”, explicou Hernani Moreira que diz ainda ter ficado com várias sequelas e que por isso, aliado à sua sensibilidade social, resolveu abraçar mais esta causa.

“Há muitos anos que abracei a causa do “Laço Rosa” e agora resolvi dar o meu possível apoio a esta causa de inclusão. Dizem que vivemos numa sociedade inclusiva, mas as pessoas não notam as deficiências das outras pessoas”, refere este activista.

E por isso, com o apoio de amigos e outras organizações, em conjunto com a a Associação de Deficientes Visuais (Adevic), deram início a esta entrega, cujo objetivo é contemplar 60 pessoas destas três ilhas. “São pessoas identificadas pela associação, que têm uma maior necessidade neste momento”.

O importante da bengala, realça, é criar uma autonomia a estas pessoas e que não fiquem fechados em casa e que possam conviver no sociedade e que possam “ter a amabilidade das pessoas e apoiá-las em toda a inclusão social”.

Para o delegado da Adevic em São Vicente este é um gesto louvável, tanto para os beneficiados, como para a própria associação que trabalha de perto. “Este apoio do Hernani Moreira, que foi lançado na celebração do seu aniversário, é um gesto que acolhemos de bom grado e abraçamos com muito carinho”, diz Luís Silva.

Revela ainda que os motivos que dificultam este tipo de doação, é que é preciso uma medida exata de cada paciente e que a bengala não é universal. “Cada um tem o seu tamanho” e que neste momento, diz que a associação está a trabalhar na construção de uma base de dados para que futuramente, quando for feita uma solicitação de apoio, já vão ter tudo pronto.

Em relação à mobilidade, Silva alerta ao poder nacional, local e legislativo sobre as dificuldades de mobilidade existentes no país para pessoas invisuais.

E que apesar do número de pessoas com deficiência visual que usam a bengala branca é mínimo, visto que muitos têm medo de sofrer acidentes, pretendem através de várias ações, trabalhar para que este número aumente e que possam ter a sua maior independência e serem cada vez menos, guiadas por outrem.

Elvis Carvalho

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