V Recenseamento Geral da População e Habitação arranca com recenseamento dos sem-abrigo

16/06/2021 21:41 - Modificado em 16/06/2021 21:41

O V Recenseamento Geral da População e Habitação (RGPH-2021), considerado a maior operação estatística em Cabo Verde, arrancou na última madrugada, com o recenseamento de todos os sem-abrigo identificados previamente.

De acordo com informação divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), na noite de 15 para 16 de junho, considerado o momento censitário nesta operação, foram recenseados os sem-abrigo “nos concelhos onde foram identificados”, através do apoio dos serviços de Ação Social das câmaras municipais.

No anterior recenseamento da população em Cabo Verde, realizado pelo INE em 2010, foram contabilizadas 192 pessoas a viver na rua, essencialmente nos concelhos da Praia (117) e em São Vicente (33).

Neste processo vai ser recenseada toda a população que no momento da recolha de dados se encontre no território nacional, além de alojamentos familiares, também coletivos, hotéis, estabelecimentos turísticos, hospitais, estabelecimentos prisionais e quartéis, incluindo ainda pessoas sem-abrigo.

A nível nacional já foram realizados quatro recenseamentos após a independência, em 1980, 1990, 2000 e 2010. No último realizado, em 2010, a população residente no arquipélago então contabilizada foi de 491.875 pessoas, além de 114.469 edifícios e 141.761 alojamentos.

Atualmente, as estimativas apontam para cerca de 550.000 habitantes em Cabo Verde.

O V Recenseamento Geral da População e Habitação deveria ter ocorrido em 2020, mas foi adiado para este ano, face à pandemia de covid-19.

Para realizar esta operação, o INE de Cabo Verde recrutou 1.625 agentes recenseadores no arquipélago, com idades obrigatórias compreendidas entre os 18 e os 45 anos, a grande maioria para trabalhar nos concelhos da Praia (408), de São Vicente (258) e Sal (123).

A realização da operação está estimada em cerca de 700 milhões de escudos (6,3 milhões de euros), financiados, além do Governo de Cabo Verde, pela Cooperação Luxemburguesa, União Europeia, Escritório Conjunto das Nações Unidas e a Cooperação Espanhola.

Cabo Verde fica a conhecer até final de setembro os primeiros resultados deste recenseamento, em que as respostas da população terão caráter obrigatório, conforme determinação legal.

Conforme a legislação em vigor, a não resposta ao inquérito do Censo prevê a aplicação de uma sanção de 20.000 a 200.000 escudos (179 a 1.790 euros).

O presidente do INE, Osvaldo Borges, explicou que a operação,envolve cerca de 2.000 profissionais, entre supervisores, controladores, recenseadores, técnicos de informática e comunicação, administrativos e pessoal de apoio.

Para realizar esta operação, o INE de Cabo Verde lançou um concurso para recrutar 1.625 agentes recenseadores no arquipélago, com idades obrigatórias compreendidas entre os 18 e os 45 anos, a grande maioria para trabalhar nos concelhos da Praia (408), de São Vicente (258) e Sal (123).

A realização da operação está estimada em cerca de 700 milhões de escudos (6,3 milhões de euros), financiados, além do Governo de Cabo Verde, pela Cooperação Luxemburguesa, União Europeia, Escritório Conjunto das Nações Unidas e a Cooperação Espanhola.

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