Alex Saab – CNDHC quer que a justiça seja “justa e célere”

16/06/2021 21:14 - Modificado em 16/06/2021 21:14
Zaida Freitas – Foto: INFORPRESS

A presidente da Comissão Nacional para os Direitos Humanos e Cidadania (CNDHC), Zaida Freitas, disse que continua a monitorar a situação do enviado especial da Venezuela, Alex Saab, e quer que a justiça seja “justa e célere”.

“Estivemos na ilha do Sal e tivemos a oportunidade de nos encontrarmos com o senhor Alex Saab e fizemos algumas recomendações, nessa altura, e continuamos a fazer o monitoramento”, afirmou a primeira responsável da CNDHC, explicando que a instituição que dirige não tem competência jurisdicional e, estando o caso sob a alçada da justiça, a sua acção é “limitada”.

Zaida Morais de Freitas fez essas considerações à Inforpress, à margem do acto de apresentação pública do projecto “Direitos humanos para crianças”, evento enquadrado na comemoração do Dia Internacional da Criança Africana, ao ser abordada sobre asituação de muitos filhos de imigrantes da costa africana que vivem no País sem a devida documentação.

“Aguarda-se que, efectivamente, a justiça seja feita, de forma justa e célere”, apelou a líder da CNDHC.

Segundo Zaida Freitas, depois de a CNDHC visitar Alex Saab, esta elaborou algumas recomendações, entre as quais a indicação de um médico especialista da confiança dele, a fim de o acompanhar.

A presidente da Comissão Nacional para os Direitos Humanos e Cidadania assegurou não ter informações se o referido pedido foi satisfeito.

Alex Saab foi detido a 12 de Junho de 2020 no Aeroporto Internacional Amílcar Cabral, na ilha do Sal, quando seguia viagem para o Irão, onde, segundo o Governo da Venezuela, ia negociar ajuda alimentar para o país, como forma de contornar as sanções impostas a Caracas.

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