MPD e UCID votam a favor da Moção de Confiança e PAICV abstêm-se

14/06/2021 20:53 - Modificado em 14/06/2021 20:53
Foto: INFORPRESS

O parlamento aprovou esta segunda-feira, 14 junho, durante a sessão extraordinária especial da Assembleia Nacional a Moção de Confiança do governo liderado por Ulisses Correia e Silva, com 42 votos a favor (38 do MPD e 4 da UCID). Todos os 30 deputados do PAICV abstiveram-se.

Para a Bancada Parlamentar do Movimento para a Democracia, MPD, partido que sustenta o governo, votaram a favor porque foi a vontade manifestada pelos cabo-verdianos para que o MPD continue a «resolver os problemas do país e também porque durante a apreciação do Programa do Governo, conforme o deputado Euclides Silva, a bancada constatou que o executivo promete cumprir os compromissos feitos durante a companha eleitoral, e também se compromete em tomar um conjuntos de medidas para “livrar o país da pandemia”.

Outro dos motivos, segundo Silva é que este governo vai colocar a juventude no centro de todas as políticas públicas.

Já para o deputado da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) Amadeu Oliveira, seria traição à pátria não votar favoravelmente um programa do governo indicativo e a moção de confiança. Por isso, sustentou que o seu partido votou a favor, embora reconheça que caso fosse a UCID, o programa seria outro e as prioridades também, mas acima de tudo, reconhece que está o povo de Cabo Verde que deve ser respeitado.

“O povo decidiu há três meses que o MPD deve ser governo. A UCID não concorda, mas aceita, acha que foi uma decisão ingrata, mas aceita. Mas não há outra alternativa senão votar a moção de confiança e dar ao governo os instrumentos básicos de governação e mais para a frente falaremos”.

“Porque debaixo dos céus, há um tempo para tudo. Há um tempo para guerra, para diálogo para paz e conversa e este tempo e momento não é de guerrilha.”

A UCID diz ainda ter registado com muito interesse as mudanças que querem introduzir na justiça. Mas considera uma falacia falar de separação de poderes e auto separação do governo da Justiça.

Para o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), que votou abstenção, “ao contrário do que esperavam, a abstenção não é votar no MPD, mas sim dar o benefício da dúvida ao governo e ao primeiro-ministro.”

Para o líder da bancada parlamentar do PAICV, João Baptista Pereira, a posição em que o país se encontra neste momento, com o registo de diminuição económica nos 14.8%, um país com perda de receitas na ordem de 30%, com a dívida pública a situar-se nos 151% do PIB e com indicadores de 2020 onde aponta que mais de 60 mil jovens estão fora do ensino, formação e emprego.

E com dados desoladores de pobreza, a rondar 186 mil pobres e 115 mil a viver na pobreza extrema, é uma situação que obriga todos a serem consequentes e a colocar acima de tudo os interesses do país.

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