Vigilantes de São Vicente partem para manifestação na quinta-feira e entregam no Tribunal processo contra empresas

14/06/2021 14:56 - Modificado em 14/06/2021 14:56
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Os vigilantes em São Vicente vão partir para uma manifestação na próxima quinta-feira, 24, no sentido de denunciar o incumprimento do Preço Indiciativo de Referência (PIR), documento de referência em forma de lei que estabelece uma nova grelha salarial e a mudança de categoria profissional.

A informação foi confirmada ao NN pelo representante do SIACSA no Mindelo, Heidi Ganeto, sustentando que as cinco empresas de segurança privada na ilha, não cumpriram com a lei da nova tabela salarial previsto para finais de maio, que está publicada no Boletim Oficial.

“As empresas de segurança privada estão a ignorar o que está na lei. Já não vale a pena aderir à greve. Os vigilantes querem fazer uma manifestação, no sentido de chamar a atenção das autoridades competentes que devem fazer fiscalização e fazer cumprir a lei. Mas também da sociedade, do Governo e as empresas” sustenta.

Entretanto, explica que as empresas alegam que os clientes não estão a cumprir com o valor do Preço Indiciativo de Referência (PIR), pelo que quando os clientes não pagam o valor de mercado, obviamente que as empresas não conseguem pagar os salários.

“Só que os vigilantes já não entram nesta parte, porque a lei foi criada para ser cumprida. No mês de outubro as empresas assinaram um documento em que comprometeram atualizar a nova grelha salarial no espaço de seis meses. Ou seja, deveriam nesse tempo negociar os contratos com os seus clientes e chegados ao mês de Maio deveriam cumprir com os vigilantes. Algo que não aconteceu” reitera Heidi Ganeto.

No entanto, o representante do SIACSA no Mindelo, aponta que os vigilantes também lutam para ter mudanças de categoria profissional, visto que as empresas não têm cumprido também nesta parte.

“Falo sobretudo das empresas Sepricav e Silmac, que têm vigilantes já com 25 anos de serviço e ganham o mesmo que um vigilante que entra novo na empresa. Isto não pode acontecer. A mudança de categoria profissional nestas duas empresas está totalmente congelada. E a lei é clara dizendo que a cada três anos tens de ser mudado de categoria. Situação complicadíssima” enfatiza.

No mesmo dia, o sindicalista afirma que vai ser entregue um processo no Tribunal da Comarca de São Vicente contra as empresas, no sentido de cumprirem a lei. A manifestação em São Vicente está prevista para às 10 horas, na Praça Dom Luís.

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