Jorge Carlos Fonseca insta “Paulenses” a trilhar caminho rumo à afirmação no espaço nacional

13/06/2021 17:59 - Modificado em 13/06/2021 17:59
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O presidente da República, na sua mensagem alusiva ao dia do Município do Paúl, Santo Antão, 13 de Junho, mostra-se satisfeito pelo facto da vocação agrícola do município não ofuscar outros sonhos. “Como se pode verificar pelo esforço de investimentos e na execução de projetos de promoção e de desenvolvimento do turismo cultural e ecológico que propicie o contacto entre a nossa gente e aqueles que, por algum momento, desfrutam da beleza da Ilha das Montanhas”, aponta Jorge Carlos Fonseca.

Para o chefe do Estado, é preciso buscar alternativa à agricultura, tendo em conta a “grande aleatoriedade das chuvas no processo de planificação do desenvolvimento e, por isso, propostas que visam a busca de alternativas são sempre bem-vindas.”

No entanto, refere que não se trata de abandonar a agricultura pura e simplesmente, mas de encarar o seu desenvolvimento, levando em consideração que a escassez das precipitações pluviométricas é uma constante e não um acidente.

“Na verdade, a valorização de potencialidades outras que a agricultura é o caminho a seguir, como dolorosamente os três anos de seca seguidos nos ensinaram”.

E para tal desiderato supõe, inequivocamente, a valorização de recursos endógenos, a reciclagem e a reutilização de materiais e de equipamentos traduzindo estas práticas uma vontade de conciliar a protecção do ambiente com a actividade empresarial.

“Verdade seja, porém, dita que a opção dos operadores económicos do Concelho em priorizar a utilização dos recursos endógenos para modernizar e dinamizar a economia deste recanto que são o Município e seu vale obriga-nos a reconhecer o papel fulcral dos recursos locais na viabilização de projectos de reconhecido potencial para inverter a tendência da redução da população levando-a a fixar-se no Concelho porque o emprego que se lhe oferece garante um certo nível de bem-estar”.

E que não é apenas no sector económico que as forças vivas do Concelho devem agir. “É também fundamental que elas estabeleçam com as autoridades municipais um clima de diálogo que transforme a relação entre o Poder e o cidadão numa parceria de soma positiva alicerçada na produção, conjunta, de ideias e soluções, de tal forma que se assuma a gestão municipal como um assunto dos munícipes”.

Portanto acredita que é no grau da participação cidadã nos processos de decisão que determina o ritmo do desenvolvimento dos territórios com caraterísticas económicas e demográficas idênticas às do Paúl. Neste pressuposto, a gestão da água bem como a escolha de infraestruturas a priorizar são domínios em que se justifica, com alguma urgência, a auscultação das forças vivas de maneira a que o que se decide, o que se faz, esteja em sintonia com a vivência das pessoas.

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