São Vicente: Banco Alimentar sem estoque para ajudar 160 famílias

10/06/2021 15:13 - Modificado em 10/06/2021 15:13
Foto: Facebook da OMCV-SV

“Não temos nenhum alimento no nosso armazém para fazer as cestas básicas que todos os anos, de dois em dois meses distribuímos para 160 famílias”, afirma a delegada da Organização das Mulheres de Cabo Verde (OMCV), que relembra que o Banco Alimentar chegou a São Vicente por intermédio da Fundação Donana.

“Somos representantes do Banco Alimentar, mas é uma instituição fora da OMCV”, conta esta responsável que diz que 160 pessoas beneficiam destas ajudas.

Fátima Balbina mostra-se preocupada com o facto de, neste momento, a organização não possuir alimentos necessários para organizar as 160 cestas básicas. “Dificuldades de maiores, porque algumas empresas nos tem dado algum alimento, mas não chega para fazer as cestas básicas, para este mês de junho”.

 “Estamos preocupados porque neste momento já deveríamos distribuir as cestas básicas que damos de dois em dois meses, do Banco Alimentar, e neste momento não temos nenhum alimento em estoque”, afirma esta responsável para quem a OMCV tem a responsabilidade de fazer esta distribuição.

A recolha é feita por voluntários que são colocados nas portas das lojas, mas neste momento, não temos conseguido colocar voluntários nas portas dos supermercados e sem esta recolha tem sido uma luta e uma tarefa difícil organizar a distribuição das cestas básicas.

“A nossa preocupação é se vamos conseguir”, diz Fátima Balbina para quem a OMCV que é a responsável pelo Banco Alimentar em São Vicente, tem tido dificuldades em recorrer a algumas empresas, porque “são as mesmas empresas, mesmas pessoas” e a situação, reconhece “está difícil para todos”, aponta esta responsável que diz que a organização já não sabe o que fazer.

Neste sentido, faz um apelo a todas as empresas, instituições e pessoas que tem ajudado a organização a conseguir os alimentos para que conseguiam ajudar as pessoas que esperam por esta doação. “Estamos numa situação que não sabemos como responder. Será que vamos conseguir?” questiona.

Embora as cestas básicas não resolvam os problemas da família, admite que os 10 a 15 quilos de alimento a cada família constitui uma ajuda, para estas famílias que vivem numa situação precária. “O alimento que recebem chega para ajudar durante algum tempo”.

Questionada como é que é feita a seleção das famílias, diz que isso é feito por diferentes associações que compõem o Banco Alimentar e que identificam nas zonas as famílias mais vulneráveis e que depois são beneficiadas.

No entanto, esclarece que as cestas básicas são entregues às famílias até que estas consigam se organizar e depois, escolhem outra família que está na lista de espera.

Às empresas, tanto as que colaboram regularmente com a organização, como outras, pede que respondam aos peditórios, para que possam ajudar os mais desfavorecidos, justificando que São Vicente tem uma sociedade onde existe um desequilíbrio social muito grande e “quando chegamos numa comunidade e encontramos pessoas a viver numa situação precária, em todos os aspetos, tentamos fazer um mínimo para ajudar”, sublinha.

Mas para isso, refere Fátima Balbina, é preciso também que as empresas nos ajudem a ajudar, embora entenda que muitas estão a passar também por algumas dificuldades e que não é só a OMCV que costumam “esticar os braços”.

Uma situação causada, ainda mais, por este tempo de pandemia, que já vai em mais de um ano, embora relembre que quando chegou a pandemia de Covid-19, que era “ainda algo estranho”, as empresas e pessoas individuais responderam prontamente aos pedidos de ajuda em “tempo recorde” e por isso conseguiram ajudar muitas famílias. 

Entretanto de lá prá cá as ajudas tem diminuído e muito, explica Balbina que mostra-se compreensiva, já que entende que muitas cansam-se de fazer donativos a todas as organizações e instituições que existem e que são sempre as mesmas pessoas e ou empresas.

Portanto o apelo do Banco Alimentar para ajudar 160 famílias que se beneficiam dela.

O Banco Alimentar chegou a São Vicente por intermédio da Fundação Donana. Fátima Balbina diz que a OMCV, como intermediária, tem tentado fazer o seu trabalho em prol da luta contra a fome.

Elvis Carvalho

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