Burkina Faso. Presidente quer africanos unidos na luta contra jihadistas

9/06/2021 15:14 - Modificado em 9/06/2021 15:14
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O Presidente do Burkina Faso, Roch Marc Christian Kaboré, cujo país acaba de sofrer o ataque mais mortal da sua história recente, disse que os africanos devem “unir-se” para combater os ‘jihadistas’ que estão a desestabilizar a África Ocidental.

© OLYMPIA DE MAISMONT/AFP via Getty Images

“Ninguém além de nós, os africanos, juntos e unidos, virão salvar-nos na luta contra o terrorismo”, disse o Presidente Kaboré, após uma reunião em Ouagadougou com a sua homóloga ganesa, Nana Akufo-Addo.

“É por isso que temos de nos unir, trabalhar em conjunto para garantir que a vitória que temos de conquistar sobre o terrorismo é uma vitória coletiva na nossa sub-região, porque hoje é o Burkina, ontem foi o Níger, o Mali está a atravessar uma crise e temos ataques que se repercutem na Costa do Marfim”, acrescentou.

Akufo-Ado, que é o atual presidente da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), acrescentou: “Se não nos juntarmos, não poderemos combater o terrorismo”.

“Tenho muita esperança de que possamos vencer esta luta, mesmo que tenhamos meios modestos. Temos o apoio do nosso povo e isso é o mais importante”, disse.

Na sexta-feira à noite, homens armados suspeitos de serem ‘jihadistas’ atacaram a aldeia de Solhan, na província de Yagha (região do Sahel), matando 132 pessoas, de acordo com o Governo, enquanto fontes locais avançaram com 160 mortos.

Cerca de 7.600 pessoas fugiram da área dos ataques para Sebba, capital da província de Yagha, de acordo com o Governo.

“Esta catástrofe, a maior que tivemos no nosso país, afetou gravemente o povo na sua carne”, disse Kaboré, cujo Governo garantiu que o ataque “não ficará impune”.

O Burkina Faso, um país do Sahel, que faz fronteira com o Mali e o Níger, tem vindo a enfrentar, nos últimos seis anos, ataques ‘jihadistas’ cada vez mais frequentes e mortais.

As forças de segurança estão a lutar para conter a espiral de violência ‘jihadista’ que já provocou mais de 1.400 mortos e cerca de um milhão de deslocados desde 2015.

Lusa

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