Covid-19: As 100 mil doses da vacina AstraZeneca vão garantir imunizar 15% da população adulta

8/06/2021 20:40 - Modificado em 8/06/2021 20:40
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Foto: INFORPRESS

Com a entrega das 100 mil doses de vacina da Hungria a Cabo Verde, pelo chefe da diplomacia húngara, Péter Szijjártó, vai ser possível imunizar 15% da população adulta.

Para o primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva é este tipo de acto que faz com que o país reconheça os “bons amigos, aqueles que nos momentos difíceis respondem prontamente. É nestes momentos que os valores da humanidade e da solidariedade se expressam com mais força”, afirmou.

A entrega do donativo da Hungria, de 100 mil doses de vacina da AstraZeneca, caracteriza-se pelo facto de ser a maior doação recebida por Cabo Verde até ao momento. “Cabo Verde agradece o gesto”, afirmou o primeiro-ministro, dirigindo-se ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Péter Szijjártó.

O chefe do Governo reconheceu o empenho direto do homólogo húngaro, Viktor Orbán: “Em pouco tempo, depois de uma carta minha que recebeu, a resposta é concreta”.

O ministro dos Negócios Estrangeiros e Comércio da Hungria chegou durante esta madrugada à Praia para concretizar a entrega das 100 mil doses de vacinas, suficientes para imunizar (duas doses), cerca de 50 mil pessoas, o equivalente a praticamente 15% da população elegível (cerca de 330 mil pessoas com mais de 18 anos) cabo-verdiana.

“Utilizem estas vacinas, apliquem-nas para proteger os vossos cidadãos, para poderem reabrir a vossa economia com a maior rapidez possível e retomar a vossa vida normal”, disse Péter Szijjártó, citado pela Lusa, que reconhece que este donativo é possível pelo facto de o Governo húngaro ter comprado vacinas a vários fornecedores, inclusive na Rússia (Sputnik V) e na China (Sinopharm), tendo já 60% da população adulta vacinada neste momento.

“A Hungria deve o seu êxito na vacinação, em que somos pioneiros na União Europeia, porque consideramos a vacina não como uma questão política ou ideológica. É um instrumento para salvar vidas”, apontou o chefe da diplomacia húngara.

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