Delegação internacional “FreeAlexSaab Solidariedade” em Cabo Verde – c/vídeo

4/06/2021 13:58 - Modificado em 4/06/2021 13:58
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Uma equipa de diretos humanos encontra-se em Cabo Verde desde quinta-feira, 3 de junho, liderada pelo religioso cabo-verdiano, Dom Felipe Teixeira, ao lado do político cabo-verdiano Péricles Tavares e dos ativistas de direitos humanos Sara Flounders do International Action Centre e Roger Harris da Task Force nas Américas, numa “cruzada contra a injustiça, contra a arbitrariedade, contra as violações dos direitos humanos.”

O Bispo da Igreja Católica das Américas, Dom Filipe Cupertino Teixeira, diz que este é um caso de grande conflito político e social, internacionalmente falado e que por Cabo Verde ser um país cristão, a igreja deveria estar de pé para defender este que é um caso humanitário, injusto.


Ao NN, Dom Filipe Teixeira apela ao Procurador Geral da República, a libertação deste cidadão.
Nas palavras do Bispo Teixeira, é “uma necessidade urgente”, e acrescenta que é algo que tem feito nos últimos 25 anos pelos cabo-verdianos residentes nos Estados Unidos que têm sido deportados e abusados e encara-o como uma missão religiosa, mas também é sua missão enquanto parte de uma delegação internacional que lida com questões humanitárias, doenças, morte entre outras questões.


“O objetivo é que libertem Alex Saab e deixem-no voltar para a Venezuela, não só pelo estado em que se encontra, pelos últimos acontecimentos, mas também por defenderem que se trata de uma situação ilegal manter um diplomata em carcere por quaisquer que sejam as razões”, refere.

Conforme o Bispo da Igreja Católica das Américas, este caso trata-se de “uma violação de uma lei internacional e que tal ação é uma situação absolutamente ilegal, daí o motivo deste movimento. Este pretende encontrar-se com Saab, mas também urgentemente que o governo siga as leis internacionais e os tribunais que insistem na sua libertação, “pois trata-se de um problema internacional de grande importância”, afirma a ativista Sara Flownders que defende ainda tal procedimento foi baseado numa ilegalidade dos EUA.                          
“As sanções na Venezuela e em 39 países pelo mundo, dos quais 15 países africanos, todo este esforço para estrangular economicamente estes países e forçá-lo com mais ilegalidade, as sanções são ilegais e prender um diplomata, é completamente ilegal”, refere.

Campanha de solidariedade internacional


A campanha de solidariedade lançou uma petição de assinatura internacional apelando ao Presidente dos EUA Joseph Biden, ao Primeiro-Ministro cabo-verdiano Ulisses Correia e Silva e ao Presidente Jorge Carlos Fonseca a libertar Alex Saab e pôr termo ao processo de extradição ilegal.

Reforçam ainda que, “Por detrás do barulho das botas das autoridades cabo-verdianas, ouvimos, ainda mais assustador, o barulho dos chinelos dos cidadãos passivos. Estamos aqui para fazer ouvir outro barulho: o da justiça, o dos direitos humanos, o da dignidade humana.

“Não jogamos à política. Mas lutaremos para que os direitos humanos de todas as pessoas no território de Cabo Verde sejam plenamente respeitados. Porque se tolerarmos que o nosso país, o nosso arquipélago e as nossas ilhas sejam utilizados para torturar, abusar, deter arbitrariamente, em nome de algumas potências estrangeiras, Cabo Verde será o próximo Guantánamo”, acrescentam

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