PGR aponta que existiu recentemente diligências de buscas das crianças desaparecidas “em certos sítios”

3/06/2021 14:56 - Modificado em 3/06/2021 14:56
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O procurador-geral da República, Luís José Landim, avançou hoje que a investigação sobre pessoas desaparecidas “nunca termina” enquanto não for esclarecido sobre o que aconteceu e que, recentemente, foram feitas diligências de buscas “em certos sítios”.

Em declarações a Agência Cabo-verdiana de Notícias, José Landim, sustentou que recentemente, “foram feitas algumas diligências de buscas em certos sítios”, mas não revelou qual foi o resultado, “onde foi e qual foi o suspeito”.

O principal responsável do Ministério Público assegurou que as autoridades continuam a fazer diligências e buscas, com vista ao esclarecimento de casos de pessoas desaparecidas.

O procurador-geral da República fez essas considerações, à margem da sua participação por videoconferência na 8ª Conferência da Associação Internacional dos Procuradores e Promotores Francófonos (IPPF), que decorreu no Canadá, em que o tráfico de drogas por via marítima e as criptomoedas foram temas dominantes.

Desde fevereiro de 2018, duas crianças, Clarisse Mendes (Nina) e Sandro Mendes (Filú), encontram-se desaparecidos e o País não sabe do paradeiro destes menores.

As crianças saíram de casa, em Achada Limpa, onde se encontravam na companhia da avó, para irem comprar açúcar na localidade de Água Funda, na Cidade da Praia, e “ainda não regressaram à casa”.

Ainda relacionado com o desaparecimento de pessoas em Cabo Verde, encontra-se também pendente o caso da jovem Edine Jandira Robalo Lopes Soares, que deixou a casa em Achada Grande Frente (Praia) alegando que ia levar o bebé para o controlo no PMI (Programa Materno-Infantil), na Fazenda, Cidade da Praia. Mãe e filho nunca mais foram vistos.

Edvânea Gonçalves, uma menina, também faz parte da lista negra das pessoas desaparecidas em Cabo Verde. Tinha dez anos quando saiu para fazer um recado, a pedido da mãe, junto de uma vizinha a pouco mais de 100 metros da sua residência, e não mais foi vista.

Neste caso, entretanto, a Polícia Judiciária (PJ) informou em junho de 2018, que ossadas encontradas em janeiro do mesmo ano na localidade de Ponta Bicuda, Praia, pertenciam à criança de Eugénio Lima.

A mesma fonte, entretanto, realçou que o que se faz a nível dos processos de investigação não se pode trazer a público, porque, sublinhou, “pode prejudicar a própria investigação”.

Nisto, pediu às pessoas que tenham o mínimo de informações, mesmo que parecem insignificantes, que as façam chegar às autoridades, porque “podem dar um contributo muito importante”.

“Peço às pessoas que colaborem com a justiça”, exortou o magistrado, lembrando que agora há mecanismos de anonimato em termos de denúncias, através dos sites do Ministério Público, da Polícia Judiciária e da Polícia Nacional.

Na perspetiva do procurador-geral da República, “em toda a parte do mundo” as investigações sobre o desaparecimento de pessoas são “muito complexas” e citou o caso mediático da criança Madeleine Beth McCann, desaparecida há 14 anos de um apartamento na Praia da Luz (Algarve, Portugal) e até hoje não foi encontrada.

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