GAVI espera conseguir “mais de 8,3 mil milhões de dólares” para vacinas

1/06/2021 21:22 - Modificado em 1/06/2021 21:22

A Aliança Global das Vacinas (GAVI) espera conseguir ultrapassar na quarta-feira 8,3 mil milhões de dólares em contribuições acumuladas para o mecanismo de partilha de vacinas contra a covid-19, disse à Lusa o seu presidente, Durão Barroso.

© Lusa

Durão Barroso será, juntamente com o primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, coanfitrião de uma cimeira organizada pela GAVI para recolher “as ajudas necessárias para conseguir vacinar 1.800 milhões de pessoas nos países mais vulneráveis“.

“Espero que, com as contribuições que hoje serão anunciadas, ultrapassemos mesmo, em valores acumulados, o montante de 8.300 milhões de dólares”, afirmou o presidente da GAVI em declarações enviadas à agência Lusa.

O ex-primeiro-ministro de Portugal e ex-presidente da Comissão Europeia salientou que “para além das vacinas propriamente ditas, há também que financiar a sua distribuição, o que em algumas geografias e contextos de guerra ou conflito, é especialmente difícil”.

Salientou que “há que apoiar o financiamento de tudo o que se relaciona com diagnósticos, nomeadamente testes e rastreamento, e terapêuticas, com “alguns medicamentos que se anunciam promissores” em desenvolvimento.

Governos, fundações, associações filantrópicas e empresas privadas “têm aumentado as contribuições financeiras” para o mecanismo de partilha de vacinas COVAX, uma parceria entre a GAVI e a Organização Mundial de Saúde, e da parte dos países “tem havido cada vez mais anúncio de partilha de doses em excesso”, apontou.

Portugal comprometeu-se a doar vacinas aos países lusófonos, a Nova Zelândia ofereceu na segunda-feira 24.000 doses a Timor-Leste, França e União Europeia vão doar a países africanos e Espanha comprometeu-se com doações à América Latina, exemplificou.

Durão Barroso defendeu que a comunidade internacional tem que “passar a olhar para a saúde pública como um bem público global e a investir na resiliência dos seus sistemas de saúde”.

Concretamente, será “indispensável” que haja mais investigação na matéria, mecanismos de transparência e alerta e mecanismos próprios de prevenção e resposta a futuras pandemias, indicou.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.551.488 mortos no mundo, resultantes de mais de 170,6 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 17.025 pessoas dos 849.538 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Lusa

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