Amadeu Oliveira diz quer mudança da lei para que a UCID possa ser reconhecida como grupo parlamentar

19/05/2021 19:59 - Modificado em 19/05/2021 19:59
| Comentários fechados em Amadeu Oliveira diz quer mudança da lei para que a UCID possa ser reconhecida como grupo parlamentar

O deputado da União Cabo-verdiana Independente e Democrática, UCID, pelo círculo de São Vicente, Amadeu Oliveira, perspetiva muitas dificuldades nesta próxima legislatura.

Amadeu Oliveira diz que a lei cabo-verdiana só serve o PAICV e ao MPD. “A UCID tem quatro deputados, mas não tem uma bancada parlamentar”, como tal defende que é preciso uma mudança na lei que permita, que um partido possa ser reconhecido como um grupo parlamentar, desde que tenha dois ou mais deputados.

A posição defendida por Oliveira, que se mostra contra o sistema atual, em que num Parlamento apenas é reconhecido como grupo parlamentar, a partir de 5 deputados. “A UCID quer discutir o país, tem propostas, mas a própria lei e o regimento não permitem fazer isso” porque afirma que a “própria lei é desenhada para servir estes dois partidos (PAICV e MPD) e aos pequenos partidos, como a UCID, mesmo representando 20 mil votos ou 30 mil, não tem um tratamento digno”.

Para este parlamentar, está-se a antever situações de grande tensão, numa altura em que o país está a atravessar um momento difícil.

Ao usar da palavra pela primeira vez na casa parlamentar na condição de deputado eleito pela UCID, acusa os políticos de serem todos partidarizados. “Em Cabo Verde na cabeça dos políticos é tudo partidarizado. Não me parece possível discutir as questões verdadeiramente importantes em Cabo Verde com honestidade e transparência.”

Amadeu Oliveira justifica alegando que no país, “tudo o que o MPD disser, mesmo que seja bom, o PAICV vai disser que está mau e o que o PAICV disser, mesmo que seja bom, para o MpD também está mau”, critica este deputado.

“Porque aqui, no Parlamento, tudo é analisado e discutido numa lógica partidária e não no verdadeiro interesse do país e há questões sérias a serem discutidas”, refere Oliveira apontando a justiça como uma dessas situações, que mais precisa de reforma no país. “Não existe justiça em Cabo Verde, não existe uma justiça séria, uma justiça célere e credível e que esta questão necessita de uma reforma”, sustenta alegando que isso não vai acontecer porque é discutido numa lógica partidária.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2021: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.