Anildo Morais garante que foram detidos e instruídos processos crimes aos autores de maus tratos nas FA e descarta ligação com o “caso Monte Tchota”

19/05/2021 19:07 - Modificado em 19/05/2021 19:07
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O Chefe do Estado Maior das Forças Armadas, Anildo Morais, garantiu hoje que os militares envolvidos nos atos de maus tratos dentro das casernas já foram identificados e estão detidos na prisão militar e enfrentarão processos crimes. O mesmo descarta ligações com o “Caso Monte Tchota”.

Anildo Morais fez estas declarações hoje à imprensa na cidade da Praia, onde assegurou que os maus tratos foram cometidos por soldados nos seus momentos de lazer, mas que “mancharam a reputação de que gozam as Forças Armadas.

“Nós estamos indignados com estes atos. Foram tomadas as medidas necessárias e os prevaricadores foram severamente punidos, para que atos desta natureza não voltem a acontecer nesta instituição” esclareceu o Major General.

Anildo Morais esclareceu que desde que houve o conhecimento desta situação, os supostos prevaricadores foram identificados e “foram punidos disciplinarmente de forma severa” com prisão dentro do regulamento da disciplina militar e instruídos processos crimes que estão em segredo de justiça.

“Naturalmente que já estamos no terreno a trabalhar nos processos disciplinares que estão dentro da nossa alçada. E em paralelo o Tribunal Militar deverá fazer o seu trabalho, para que se houver indícios de crime essencialmente militares, para que sejam enquadrados legalmente” vincou. O mesmo descarta ligação do caso que aconteceu em Monte Tchota, dizendo se tratar de atos de praxes, “mas que ultrapassaram todos os limites, aceitáveis dentro das Forças Armadas”.

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