Relatório da Inspeção à CMSV aponta ineficácia na gestão do montante bancário para construção do Polidesportivo da Zona Norte

11/05/2021 23:44 - Modificado em 11/05/2021 23:44

Conforme relatório da Inspeção Administrativa, Financeira e Patrimonial, feita pelo Ministério das Finanças à Câmara Municipal de São Vicente (CMSV), relativo aos anos 2016 a 2019, apresentado na Assembleia Municipal, o método de administração direta utilizado no exercício das obras do polidesportivo da Zona Norte, revela-se “ineficaz e ineficiente” pois há indícios de que o “município não dispõe de condições materiais, equipamentos, nem pessoal suficiente para a realização de uma obra desta envergadura, orçada em mais de milhões escudos.

Sobre o ritmo dos trabalhos dessa instalação desportiva, cuja empreitada se arrasta há pelo menos dez anos, o relatório é taxativo. “O ritmo de execução é lento e que na altura da inspeção, estavam executadas apenas 18% do orçamento global da Obra”.

E que a parcela de 73 milhões de escudos do empréstimo de 200 milhões contraídos junto ao BCN, destinada à obra de construção do polidesportivo, não foi “integralmente utilizada na construção do polidesportivo”.

Reagindo as essas conclusões, o presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, diz que as despesas inerentes aos contratos dessas obras foram feitas pela cotação orçamental inscritos no Orçamento Municipal para 2017, pelo que não tem havido nada de anormal com a mesma.

Para tal, afiança que a Câmara recorreu a um para empréstimo de 73 mil contos para sua construção e que a obra está em andamento e já com algum acabamento, e que se está a preparar para a cobertura e o piso do Polidesportivo, mas que ainda não existe uma data certa para a sua conclusão que foi concebido com a promessa de apoio da Câmara Municipal de Oeiras (Portugal), através de um acordo de Geminação.

“Com todos os trabalhos feitos, até este momento, pode-se constatar através do relatório que este montante, no valor de 73 mil contos , já ultrapassou os 100 mil contos”, afirma Augusto Neves.

O projeto está contemplado num empréstimo de 200 mil contos que a CMSV contraiu junto à banca. Do montante, 73 mil contos seriam empregues na construção desse novo pavilhão desportivo.

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