Covid-19: Fauci admitiu que o número de mortos nos EUA está subestimado

9/05/2021 20:49 - Modificado em 9/05/2021 20:49

O consultor da Casa Branca para a covid-19 Anthony Fauci admitiu hoje que a pandemia já matou muito mais pessoas que os 581 mil mortos oficiais dos Estados Unidos da América desde o início de 2020.

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Questionado sobre um estudo recente publicado pela Universidade de Washington, que estima que o número de mortes pelo novo coronavírus nos Estados Unidos ronda as 900 mil, Fauci não validou esses dados, mas lembrou que as autoridades de saúde “disseram desde o início que havia uma subestimação da mortalidade”.

“Este modelo fala de um número significativo de mortes” [900 mil] e “coloca a subvalorização um pouco mais alta do que eu pensava, mas às vezes os modelos estão corretos e às vezes são um pouco menos”, disse à televisão NBC.

Contudo, referiu: “Acho que não há dúvida de que subestimamos e ainda estamos a subestimar” a mortalidade por covid-19, admitiu o especialista.

Os Estados Unidos, com mais de 32,5 milhões de casos e oficialmente 581 mil mortos, é o país com o maior número de óbitos e de infeções em termos absolutos.

Desde janeiro, no entanto, os números de novos casos de infeção e de mortos diminuíram muito devido a uma forte campanha de vacinação. Após uma ligeira recuperação associada, em particular, às férias da primavera, o declínio foi retomado desde meados de abril.

“Estamos num ponto de inflexão”, considerou o coordenador da luta contra a covid-19 da Casa Branca, Jeffrey Zients, ao canal CNN.

Segundo Zients, 58% dos adultos já receberam pelo menos a primeira dose da vacina e mais de 110 milhões de pessoas (um terço da população total) já está totalmente vacinada.

O Presidente norte-americano, Joe Biden, estabeleceu a meta de vacinar, pelo menos com uma dose, 70% dos adultos até ao feriado nacional de 4 de julho.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.284.783 mortos no mundo, resultantes de mais de 157,5 milhões de casos de infeção, segundo o último balanço feito pela agência francesa AFP.

Lusa

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