Covid-19. Cabo Verde Empresas disponível em ajudar governo a adquirir mais vacinas

5/05/2021 21:16 - Modificado em 5/05/2021 21:16

“Vacinar, vacinar”. Esta é a receita que a Cabo Verde Empresas acredita para que o país volte a funcionar, não normalmente, mas apresenta para que o país volte à sua normalidade. São vários associados que estão disponíveis para fazer uma parceria com o Governo para ajudar a financiar na compra de vacinas.

A afirmação é do delegado da Associação Cabo Verde Empresas em São Vicente, que diz que os sócios que fazem parte desta associação, já fizeram uma proposta ao governo, colocando-se à disposição para ajudar na aquisição de vacinas numa altura em que Cabo Verde já vacinou quase 16 mil pessoas e espera receber em maio um número de doses não especificado da parte de Portugal.

A iniciativa, conforme Stefano Spalazzi, é apoiar de forma mais ampla o programa de vacinação nacional e assim acelerar a vacinação no país, e prepará-lo para a retoma do turismo, a principal fonte de receitas do país.

Em entrevista Spalazzi, porta-voz da associação, diz que para os empresários, neste momento, Cabo Verde tem duas soluções: “Vacinar e vacinar”, de forma a tranquilizar a população e também os países emissores de turistas, possam ver o esforço do país em diminuir o número de casos e assim, voltar à ‘normalidade’.

Para os empresários é preciso imunização em larga escala e por isso colocam-se à disposição do governo para ajudar. “Acreditamos que é urgente a imunização em massa, com todos os tipos necessários de vacinas e acelerar a retoma económica”, sublinha.

Com efeito, acredita que a ajuda empresarial poderia acelerar vacinação, já que o setor privado tem alguma capacidade de impacto no processo e que poderia obter uma quantidade de vacinas, acrescentando às já adquiridas.

A proposta, justifica Spalazzi é que os empresários nacionais com mais um estado de Calamidade sentem-se sufocados, apesar de reconhecer que o governo foi forçado a declarar este estado, mas era a solução, defende. No entanto, diz que após um ano a lutar contra esta doença, esperam que o governo consiga mais vacinas rapidamente, porque quando mais vacinados, e com as ilhas com “free” covid-19, a retoma do turismo seja uma realidade.

Stefano Spalazzi acredita que o governo e as empresas devem estar de mãos juntos para poder ultrapassar esta fase. “Já fizemos este contacto, uma abordagem neste sentido e esperamos uma resposta para juntos atravessarmos este momento de pandemia.

Portanto, reitera, que para o país voltar a realidade, apenas duas soluções, vacinar e diminuir o mais rapidamente os casos de covid no país.

De relembrar que Ulisses Correia e Silva colocou a fasquia na vacinação de 70% da população ainda este ano, e pediu o acesso a mais doses de vacinas contra a Covid-19.

Além disso, 4.013 profissionais de saúde já receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19, e desses 2.609 já tomaram a segunda, representando 61% do previsto no Plano Nacional de Vacinação.

Cabo Verde recebeu 24.000 doses da vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca em 12 de março e 5.850 da Pfizer dois dias depois, com o Plano de Vacinação a iniciar-se em 19 de março.

As doses já recebidas por Cabo Verde inserem-se num total de 108 mil a fornecer pela AstraZeneca ao abrigo da Covax, iniciativa fundada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que visa garantir uma vacinação equitativa contra o novo coronavírus.

A Gavi/Covax foi criada para garantir que as vacinas contra a Covid-19 sejam disponibilizadas para as pessoas que vivem em 92 países de baixo e médio rendimento.

A vacinação começou com os profissionais de saúde que trabalham na linha da frente do combate à pandemia, mas o plano de vacinação contra a Covid-19 em Cabo Verde colocou nos grupos prioritários ainda os doentes crónicos, maiores de 60 anos, profissionais do turismo, professores, agentes da Polícia Nacional, Forças Armadas e elementos do Serviço Nacional de Proteção Civil e Bombeiros, estimando-se a necessidade de 267.293 doses da vacina.

Cabo Verde tem registado valores máximos diários de novos infetados consecutivos desde 31 de março, praticamente todos os dias acima de 200 e até ao pico de 417 casos atingido hoje, superando o máximo anterior dos 409 novos casos registado em 28 de abril de 2020.

O governo voltou a decretar, na sexta-feira, 30 abril, a situação de calamidade em todas as ilhas, exceto na ilha Brava, para os próximos 30 dias, agravando medidas de limitação de atividades com aglomerações de pessoas, face ao aumento dos novos casos de Covid-19.

Elvis Carvalho

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