Problemas estruturais poderão ter causado tragédia no metro do México

4/05/2021 22:24 - Modificado em 4/05/2021 22:24
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A linha 12 do metro, onde ocorreu o acidente, está envolta em polémica desde a sua construção, em 2012.

© Silvana Flores/Anadolu Agency via Getty Images

As autoridades mexicanas prometeram esta terça-feira um “inquérito aprofundado” ao acidente de metro na capital, que provocou pelo menos 23 mortos após o colapso de um viaduto, numa altura em que se fazem ouvir diversas dúvidas sobre a segurança daquela linha.

O presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, garantiu aos jornalistas que “nada ficará escondido”, quando a presidente da Câmara da Cidade do México, Claudia Sheinbaum, já tinha anunciado que vai solicitar uma peritagem internacional.

A linha 12 do metro, onde ocorreu o acidente, está envolta em polémica desde a sua construção. Foi finalizada em 30 de outubro de 2012, mas encerrada em 2014 por falhas e reaberta  entre outubro e novembro de 2015, em vários ramais.

Quando foi finalizada, em 2012, o presidente do município da capital era o atual ministro dos Negócios Estrangeiros mexicano, Marcelo Ebrard, um político de alto nível apontado como possível substituto de Obrador. Já havia questões sobre a segurança estrutural da linha desde a inauguração, incluindo problemas de conceção, de construção e até alegações de corrupção, segundo indica a BBC.

O acidente ocorreu às 22h00 locais de segunda-feira (4h00 de hoje em Lisboa) entre as estações de Olivos e Tezonco, quando a estrutura elevada com uma altura de 20 metros colapsou à passagem do metro.

O balanço atual aponta para 23 mortos e dezenas de pessoas hospitalizadas. Quatro dos mortos ainda permaneciam encarcerados nas carruagens, devido às dificuldades em extrair os corpos.

Entre os hospitalizados incluem-se 19 mulheres e 60 homens. Três são menores e três são idosos.

Por Notícias ao Minuto c/Lusa

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