Morte do jovem de 25 anos com covid-19 no HBS: Família disposta a ir “até as últimas consequências”

2/05/2021 19:35 - Modificado em 2/05/2021 19:35
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“Deixaram o meu filho morrer de forma negligente e depois enterraram-no como se fosse um indigente e ainda dizem que o caso está a ser investigado”, critica Arlindo Fonseca pai do jovem falecido na semana passada, devido ao Covid-19, no Hospital Baptista de Sousa.

Parentes do jovem de 25 anos que faleceu na noite da passada terça-feira, 27 Abril, com covid-19 e que acusam o Hospital Baptista de Sousa de negligência, exigem o relatório médico que prova que este não faleceu na sequência do Coronavírus e de outra patologia, de insuficiência renal, como alega o Hospital Baptista de Sousa.

Arlindo Fonseca, que se diz pai do jovem, já que o criou desde bebé, em declarações ao Notícias do Norte, por telefone, diz que não entende este diagnóstico do hospital, já que em nenhum momento foi feita alguma análise que prova esta teoria. “Teoria sim, porque o meu filho, morreu e foi enterrado como um indigente e para que o hospital pudesse ter um resultado claro, teriam que fazer análises e exames, algo que não aconteceu, ou autópsia”.

Emocionado, Arlindo Fonseca contesta as declarações do diretor Clínico do HBS, Paulo Almeida que disse à Inforpress, acreditarem que o jovem morreu de uma outra patologia, de insuficiência renal, acrescentando estar o caso ainda a ser investigado para se chegar às conclusões finais.

“Investigado como?”, questiona este pai que lamenta o facto de o jovem ter sido enterrado às pressas.

Acrescenta ainda que o filho era um jovem praticante de desporto, saudável e que nunca demonstrou nenhuma patologia que pudesse levar à sua morte imediata.

Questionado ainda se recebeu alguma informação do HBS, diz que não e, até ao momento, estão à espera da Delegacia de Saúde, que conforme lhes foi informado iria fazer uma visita a sua casa, onde moram várias pessoas.

Segundo Arlindo Fonseca, o jovem não padecia de nenhum outro tipo de doença e não podem alegar um “diagnóstico incorreto”, só para fugir “da negligência que cometeram”.

Neste sentido, os familiares, prossegue, exigem o relatório médico, com todas as informações referentes ao caso, para que possam ter uma resposta definitiva e caso não obtenha respostas convincentes, ameaça ir até as últimas consequências. “Não pode haver impunidade, se existem responsáveis pela morte do meu filho” afirma.

“Despedi-me do meu filho com um beijo na testa, na segunda vez que fomos ao hospital, sem saber que o estava a fazer pela última vez” relata Arlindo Fonseca, consternado, afirmando que se no primeiro dia o tivessem “visto como deve ser”, mesmo que tivesse piorado, talvez poderiam ter revertido a situação.

Entretanto admite que provavelmente não vai acontecer nada, pelo que sabe “sempre abafam os casos de denúncia de negligência”, refere este pai que mostra-se consternado com a forma como o filho foi tratado. “No primeiro dia que chegou ao Banco de Urgência do hospital, não lhe fizeram nada, apenas passaram uma receita”. “Apenas uma receita, sem ao menos saber o que tinha e que medicamentos receitar. Isto é uma falta de respeito”, desabafou visivelmente abalado com a perda recente.

Em resposta a estas acusações, o Hospital garantiu num primeiro momento, à Inforpress, que estão a decorrer as averiguações para se saber a causa da morte. Este online tentou uma nova reação sobre estas acusações, mas tal não foi possível pelo que tentaremos uma reação num próximo artigo.

Elvis Carvalho

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