Cabo Verde: Presidente convida Ulisses Correia e Silva a formar Governo

30/04/2021 21:25 - Modificado em 30/04/2021 21:27
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O Presidente cabo-verdiano convidou hoje Ulisses Correia e Silva a formar Governo após ter sido o nome proposto para ser primeiro-ministro pelo Movimento para a Democracia (MpD), partido que venceu as eleições legislativas de 18 de abril. 

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O chefe de Estado cabo-verdiano escreveu que, no seguimento das audições aos partidos políticos com assento na Assembleia Nacional, e tendo em atenção os resultados oficiais da eleição dos deputados, convidou o MpD a propor o nome do primeiro-ministro a indigitar pelo Presidente da República. 

“Tendo o partido MpD proposto o nome do senhor José Ulisses Correia e Silva, presidente do MpD, convidei-o hoje, formalmente, a propor-me a estrutura e os nomes dos ministros e secretários de Estado da futura equipa governamental, num prazo que deve ser o mais curto possível, face à pandemia que ora se vive e aos seus múltiplos efeitos e ao prazo estabelecido no n.º 1 do artigo 153.º da Constituição da República para a realização da primeira reunião da Assembleia Nacional após as eleições”, indicou Jorge Calos Fonseca. 

Segundo o mapa com o resultado total da eleição de 18 de abril publicado hoje pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), o MpD obteve 110.211 votos, o que corresponde a 50,04% do total, e elegeu 38 deputados, enquanto o PAICV conseguiu 87.151 votos, equivalentes a 39,57%, ficando com 30 deputados. 

Já a União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) teve 19.796 votos, que corresponde a 8,99%, tendo conseguido quatro deputados, todos pelo círculo eleitoral de São Vicente. 

Concorreram ainda o Partido do Trabalho e da Solidariedade (PTS), Partido Popular (PP) e Partido Social Democrático (PSD), mas não conseguiram votos suficientes para eleger deputados à Assembleia Nacional de Cabo Verde. 

O ciclo eleitoral em Cabo Verde começou em outubro de 2020 com as eleições autárquicas, prosseguindo em 18 de abril com as legislativas e termina em 17 de outubro próximo com a primeira volta para as presidenciais, às quais já não concorre o atual chefe de Estado, Jorge Carlos Fonseca, por ter atingido os dois mandados legalmente previstos.

Lusa

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