UCID acusa Augusto Neves de criar uma crise política na Câmara Municipal de São Vicente

29/04/2021 12:47 - Modificado em 29/04/2021 12:47

O vice-presidente da UCID, tendo em conta as denuncias dos vereadores eleitos em outubro de 2020, sobre a falta de condições de trabalho na Câmara Municipal de São Vicente, diz que perante tais atitudes e comportamentos, pôde-se tirar a conclusão que o presidente Augusto Neves, “não tem interesse em fazer uma gestão séria da câmara e que está a brincar com a população”.

João Santos Luís fez estas declarações em conferência de imprensa, em São Vicente, onde relembrou que após cinco meses da tomada de posse, todos os vereadores já poderiam ter as condições físicas de trabalho, com as competências devidamente delegadas e estarem a contribuir com as suas capacidades técnicas de trabalho para os munícipes de São Vicente, o que até hoje ainda não aconteceu.

Para o vice-presidente da UCID, apenas os vereadores que transitaram do executivo anterior e a nova vereadora do MpD têm tarefas definidas na edilidade e competências associadas aos pelouros que estão sob sua responsabilidade. “Os outros todos profissionalizados, não tem condições de trabalho e competências definidas aos pelouros que detêm”.

Neste sentido, diz que são várias situações que tem constrangido os vereadores e perante tais atitudes e comportamentos, mostra que Augusto Neves não tem interesse em fazer uma gestão séria da câmara municipal e está a brincar com o povo de São Vicente.

“Vê-se claramente que este presidente da câmara não merece o respeito da população, porque ele ignora os vereadores que o povo elegeu para os representar com dignidade para que este município continue na senda do desenvolvimento”, refere João Santos Luís que aproveitou a oportunidade para manifestar a sua solidariedade para com estes vereadores e ao mesmo tempo repudiar a descriminação que estão sendo alvo.

Questionado sobre a possibilidade de destituição de Augusto Neves ou eleições intercalares, João Santos Luís solicita ao presidente que seja tolerante, que tenha discernimento na partilha de poderes de gestão municipal, conforme resultados das eleições autárquicas de outubro de 2020, para evitar criar uma crise na ilha. “Não achamos razoável provocar a queda de uma câmara”, frisa.

Este responsável reitera que com esta atitude, a UCID não terá alternativa senão agir de acordo com a lei e com o Estatuto dos Municípios. “Não queremos chegar ao ponto de destituição, porque uma ilha como São Vicente, com as dificuldades que temos em várias áreas, que a própria câmara é incapaz de resolver, como a saúde e emprego, pensamos que não será a melhor via”.

Por isso sustenta que Augusto Neves não tem poder absoluto, mas não admite a partilha de poderes e claramente pretende criar uma crise política na gestão da câmara de São Vicente. “Lembramos ao presidente que quem tiver a responsabilidade de criar e sustentar uma crise desta natureza, pagará um preço muito alto e os sanvicentinos não merecem e nem perdoam o que ele está a fazer”.

Portanto, apela que faça um esforço e faça também o uso do bom senso e que regresse à mesa de negociação com todos os vereadores a bem do município.

Elvis Carvalho

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