Mesmo com teste de paternidade pai nega reconhecer filhos e acusa ex-mulher de falsificação

28/04/2021 21:32 - Modificado em 29/04/2021 11:41
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Após resultado positivo dos testes de DNA para efeitos de reconhecimento de paternidade, Carla Évora diz estar a ser acusada de falsificação dos resultados pelo seu ex-marido. A mesma alega que os filhos não têm o devido acompanhamento e que a situação está a tornar-se insustentável no tocante à sua honra.

Em entrevista, Carla Évora, começa por dizer que, anteriormente, nunca quis dar a cara para não “expor” os filhos menores e, para não causar mais constrangimentos àqueles por que passam. No entanto, acrescenta que devido a esta situação pela qual passa neste momento resolveu contar a sua história.

A mesma diz que esteve casada durante cinco anos com o agora ex-marido e que desta relação nasceram dois rapazes. “São dois menores que estão em causa. O pai deles, após o divórcio em 2017, começou a levantar dúvidas quanto à sua paternidade, argumento que foi recusado pelo tribunal, alegando o facto de ele ter reconhecido os filhos durante cinco anos, não havia motivos para não o fazer posteriormente. Porém, após bastante insistência da sua parte os testes de paternidade foram feitos.”, começa a contar a nossa entrevistada.

Para a realização dos testes, a recolha do material genético foi feita numa clínica privada da ilha, na presença de um juiz, um procurador da república e dos advogados de ambas as partes. O ex-marido, segundo Carla, após tomar conhecimento dos resultados está a incrimina-la de falsificação.

“A resposta foi direcionada para o tribunal, que fez a abertura dos resultados com 99,9% e o juiz anunciou o resultado”, explica Évora que diz que até hoje, nada mudou, “continua a «insistir que não é o pai dos menores”.

Para a mãe esta é uma luta da qual não vai desistir, apesar de todo o desgaste e por não ter condições, quer que o ex-marido assuma as suas responsabilidades. “Apesar de ser marítimo, a pensão é depositada enquanto trabalha, mas quando vem de férias, já não faz o depósito, o que cria uma grande instabilidade nas suas vidas”.

O que a leva a tomar esta posição é que, isso mostra apenas que este homem não quer nenhum contacto com as crianças. “O mais velho ligou-o e quando se identificou, desligou o telefone na cara dele e bloqueou os contactos”, lamenta esta mãe de forma indignada.

Esperava que depois dos testes de paternidade poderia mudar alguma coisa, e que este poderia reconhecer que estava errado e no mínimo aproximar-se dos filhos, que são o seu primogénito e o segundo.

Para Carla Évora a justiça deveria ter mão dura nos casos de incumprimento de responsabilidades do pai, como o pagamento da pensão alimentícia e do reconhecimento da paternidade e defende que os problemas entre os dois, casos existam, não deveriam ser misturados com as suas responsabilidades parentais. “Pai e mãe não podem se divorciar dos seus filhos” acrescenta.

Outra questão é que desde do divórcio em 2016, dois anos após separação, ainda está há espera da partilha dos bens. “A morosidade da justiça cabo-verdiana é insustentável”, atira.

No entanto, foi-nos disponibilizado um contacto para reação da outra parte, tendo em conta a situação, mas tal não foi possível, até a publicação deste artigo.

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